{"id":8664,"date":"2015-08-14T17:54:56","date_gmt":"2015-08-14T20:54:56","guid":{"rendered":"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/?p=8664"},"modified":"2015-08-14T18:48:50","modified_gmt":"2015-08-14T21:48:50","slug":"claudino-piletti-escreve-carta-a-um-preso-acusado-de-corrupcao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/?p=8664","title":{"rendered":"CLAUDINO PILETTI ESCREVE &#8211; CARTA A UM PRESO ACUSADO DE CORRUP\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEstimado Senhor,<\/p>\n<p>Ao ler, na Folha de S. Paulo (Poder A7) do dia 04 de julho de 2015, que \u00e9 herdeiro e presidente da maior empreiteira do pa\u00eds e que, por suas atitudes na pris\u00e3o, desperta &#8220;antipatia quase un\u00e2nime&#8221; entre os policiais, resolvi escrever-lhe.<br \/>\nSe \u00e9 inocente do que o acusam, pe\u00e7o mil desculpas e que desconsidere o teor desta carta. Mas, na hip\u00f3tese de que seja culpado &#8211; o que,\u00a0 em \u00faltima inst\u00e2ncia, s\u00f3 sua consci\u00eancia poder\u00e1 diz\u00ea-lo &#8211; espero que essas minhas considera\u00e7\u00f5es lhe sirvam de reflex\u00e3o nos amargos dias de pris\u00e3o.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/dante1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-full wp-image-8668 alignright\" src=\"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/dante1.jpg\" alt=\"dante\" width=\"472\" height=\"294\" srcset=\"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/dante1.jpg 472w, http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/dante1-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/a>Come\u00e7o lembrando-o de que, mesmo a pior das cadeias, \u00e9 refresco se comparada ao lugar onde o c\u00e9lebre poeta italiano Dante Alighieri (1265-1321), na sua famosa obra Divina Com\u00e9dia, situa os corruptos. Situa-os na quinta fossa do oitavo c\u00edrculo do Inferno. Ou, como vulgarmente se costuma dizer, no quinto dos infernos, onde est\u00e3o imersos em piche fervente e, ao levantar\u00a0a cabe\u00e7a, dem\u00f4nios lhes disparam flechas.<br \/>\nN\u00e3o sei se acredita em inferno. Talvez at\u00e9 acredite, mas pensa que \u00e9 s\u00f3 para os outros. E, a impress\u00e3o que se tem, \u00e9 a de que corruptos s\u00f3 acreditam e seguem a &#8220;Lei de Gerson&#8221;, que proclama: &#8220;O importante \u00e9 levar vantagem.&#8221; Ou, em outra vers\u00e3o, &#8221; cada um por si e o inferno para todos.&#8221;<br \/>\nMas, segundo alguns corruptos, esse neg\u00f3cio de inferno \u00e9 conversa pra boi dormir. E a Divina Com\u00e9dia \u00e9 apenas uma obra liter\u00e1ria, cujo\u00a0inferno n\u00e3o passa de uma met\u00e1fora.<br \/>\nMet\u00e1fora ou n\u00e3o, acho o inferno um assunto sobre o qual discute quem quer e acredita quem tem ju\u00edzo, pois, o bom senso nos diz que ele deve existir. \u00c9 o que nos dizem, tamb\u00e9m, profetas, te\u00f3logos, historiadores da religi\u00e3o e o pr\u00f3prio Jesus Cristo. Mas, eles nos dizem, ao mesmo tempo, que ningu\u00e9m ir\u00e1 para o inferno sem o merecer. E, ainda, que \u00e9 o pr\u00f3prio ser humano que, no fundo, se coloca nessa situa\u00e7\u00e3o ao, entre outras pr\u00e1ticas, roubar. &#8220;Ningu\u00e9m pode roubar sem que Deus depois d\u00ea um castigo merecido&#8221;, afirmou, em certa ocasi\u00e3o, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.<br \/>\nPelo visto, por\u00e9m, na se\u00e7\u00e3o do inferno que Dante destina aos corruptos, n\u00e3o haver\u00e1 brasileiros, pois, aqui, todos os acusados de corrup\u00e7\u00e3o se dizem inocentes. Assim, pelo andar da carruagem, l\u00e1 s\u00f3 haver\u00e1 suecos, finlandeses, noruegueses, etc . Aqui, ao se acreditar nos acusados, nunca houve e n\u00e3o h\u00e1 corrup\u00e7\u00e3o.\u00a0 As propaladas propinas, as in\u00fameras irregularidades, a remessa de dinheiro aos para\u00edsos fiscais e outras mazelas, n\u00e3o passam de infundadas inven\u00e7\u00f5es da imprensa.<br \/>\nO que n\u00e3o \u00e9 inven\u00e7\u00e3o da imprensa, por\u00e9m, \u00e9 que os acusados enriqueceram al\u00e9m da conta. Bem mais do que \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s do trabalho\u00a0honesto. Como a maioria deles j\u00e1 est\u00e1 numa idade provecta, a pergunta que n\u00e3o quer calar \u00e9 a seguinte: O que adianta o dinheiro roubado, ser remetido ao para\u00edso se o seu remetente for para o inferno?\u00a0 Assim, outros aproveitar\u00e3o e, ele, pagar\u00e1.<br \/>\nApesar das evid\u00eancias, quase todos os acusados negam a culpa. Negar \u00e9 um direito de todos. Mas, nas palavras de Cristo, condenado injustamente,\u00a0&#8220;nada h\u00e1 de escondido que n\u00e3o venha \u00e0 luz, nada de secreto que n\u00e3o se venha a saber&#8221; (Mateus 10,26)\u00a0 E, de acordo com Ele, um dia, todos ter\u00e3o\u00a0que prestar contas pelos seus atos. Por isso, para evitar surpresas desagrad\u00e1veis, o melhor mesmo \u00e9 pensar um pouco no inferno antes de praticar os malfeitos mencionados pela presidente Dilma.<br \/>\nSei que, s\u00f3 de ouvir o nome Dilma, uma penca de brasileiros exclamar\u00e1: &#8220;O inferno existe e \u00e9 aqui!&#8221;\u00a0 Ledo engano!\u00a0 Se, comparada ao inferno, a\u00a0pior das cadeias \u00e9 refresco, o nosso pa\u00eds, mesmo com suas mazelas, se comparado ao inferno, \u00e9 \u00e1gua de coco geladinha numa paradis\u00edaca praia em\u00a0pleno ver\u00e3o tropical e na companhia da pessoa amada. Quanto ao inferno, mesmo que n\u00e3o seja todo aquele horror descrito por Dante, n\u00e3o \u00e9 nenhum\u00a0refresco ou \u00e1gua de coco gelada.<br \/>\nMas, certamente, o inferno \u00e9 uma &#8220;gelada&#8221; ou, segundo Georges Bernanos, &#8220;o inferno \u00e9 o frio&#8221;.\u00a0 N\u00e3o deve ser nada agrad\u00e1vel ficar eternamente\u00a0no frio infernal pensando nos in\u00fameros malfeitos praticados e j\u00e1 sem possibilidade de repara\u00e7\u00e3o. O pior de tudo, no entanto, \u00e9 estar num lugar onde\u00a0j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a alguma. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Dante colocou, na entrada do inferno, a seguinte inscri\u00e7\u00e3o: &#8220;Deixai toda a esperan\u00e7a, \u00f3 v\u00f3s que entrais.&#8221;<br \/>\nBem diferente \u00e9 a cadeia, de onde um <em>habeas corpus<\/em> ou uma decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal podem libert\u00e1-lo. Afinal das contas, como diria\u00a0o ex-presidente Lula, voc\u00eas, os acusados de corrup\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o pessoas comuns. S\u00e3o a nata do empresariado nacional respons\u00e1vel por gigantescas obras, dentro e fora do pa\u00eds. A sua empreiteira, por exemplo, que \u00e9 a maior de todas, construiu hidrel\u00e9tricas, linhas de metr\u00f4, e rodovias em 11 pa\u00edses entre<br \/>\n1998 e 2014. Por isso, al\u00e9m de n\u00e3o ser uma pessoa comum, voc\u00ea \u00e9 o <em>primus inter pares<u>,<\/u> <\/em>isto \u00e9, o primeiro entre os iguais. Nada a ver, portanto, com cadeia.<br \/>\nCadeia \u00e9 para pessoas comuns. \u00c9 para esses coitados que n\u00e3o t\u00eam grana para pagar bons advogados, ajudar pol\u00edticos em campanhas\u00a0 eleitorais e n\u00e3o\u00a0contam com amigos influentes. N\u00e3o \u00e9, certamente, o seu caso. Voc\u00ea deve ter dinheiro para pagar os melhores advogados. E, crente no princ\u00edpio de que\u00a0&#8220;\u00e9 que se recebe&#8221;, nunca esquece dos amigos pol\u00edticos. Sobretudo do ex-presidente Lula que, agora, al\u00e9m de lamentar a pris\u00e3o do amigo, deve<br \/>\nestar, como se diz vulgarmente, com o cu na m\u00e3o de medo que aconte\u00e7a o mesmo com ele, pois, segundo alguns, motivos n\u00e3o faltam.<br \/>\nO que nos faltam s\u00e3o motivos para acreditar que &#8211; como diz o senso comum e reza a Constitui\u00e7\u00e3o -, \u201ctodos s\u00e3o iguais perante a lei\u201d.\u00a0 \u00c9 que a hist\u00f3ria nos tem demonstrado o contr\u00e1rio: alguns sempre foram mais iguais que outros. Todos iguais mesmo, s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao inferno, como nos ensinou Dante, que at\u00e9 quatro papas (Anast\u00e1sio II, Nicolau III, Bonif\u00e1cio VIII e Clemente V), considerados corruptos, ele colocou no inferno.<br \/>\nMas, al\u00e9m de Dante, muitos outros falaram do inferno. O escritor franc\u00eas Victor Hugo (1802 &#8211; 1885) comparou o inferno a uma &#8220;queda sem fim numa noite sem fundo&#8221;. Segundo ele, &#8220;o inferno est\u00e1 todo inteiro nessa palavra: solid\u00e3o&#8221;.\u00a0 Al\u00e9m disso, afirmou que &#8220;o inferno \u00e9 a aus\u00eancia eterna.&#8221;<br \/>\nDe acordo com o escritor Georges Bernanos (1888-1948),\u00a0&#8220;o inferno \u00e9 n\u00e3o mais amar.&#8221;<br \/>\nH\u00e1 uma infinidade de outras afirma\u00e7\u00f5es sobre o inferno. As citadas, por\u00e9m, s\u00e3o mais que suficientes para lhe servir de reflex\u00e3o durante o tempo ocioso\u00a0que, na cadeia, \u00e9 abundante. Fora dela, quase n\u00e3o ter\u00e1 tempo, nem disposi\u00e7\u00e3o para pensar num tema t\u00e3o fora de moda quanto o inferno. Al\u00e9m disso, estar\u00e1<br \/>\nsempre \u00e0s voltas com grandes empreendimentos.<br \/>\nEm certa ocasi\u00e3o, o grande l\u00edder sul-africano Nelson Mandela, que ficou preso durante vinte e oito anos por defender o fim do Apartheid, disse que tinha saudade do tempo que passou na pris\u00e3o porque, preso, tinha tempo para pensar. Acredito que, se nos dias de pris\u00e3o pensar um pouco sobre o inferno e outras verdades fundamentais da vida humana, no futuro, \u00e0 semelhan\u00e7a de Mandela, sentir\u00e1 saudades dos dias de pris\u00e3o.<br \/>\nLonge de mim a pretens\u00e3o de lhe dar li\u00e7\u00e3o de moral. Sou apenas um professor de filosofia aposentado, mas que n\u00e3o aposentou a filosofia. A ela devo o ensinamento de que \u00e9 desnecess\u00e1rio e in\u00fatil dar li\u00e7\u00e3o de moral, pois, cada ser humano traz\u00a0 a lei moral inscrita dentro de si. Isso \u00e9 admir\u00e1vel, mas tamb\u00e9m, inquietante, como ensinou o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Emmanuel Kant (1724-1804), que afirmou: &#8220;Duas coisas enchem o esp\u00edrito de admira\u00e7\u00e3o e temores incessantes: o c\u00e9u estrelado acima de mim e a lei moral em mim.\u201d<br \/>\nO problema \u00e9 que, dentro de cada pessoa, al\u00e9m da lei moral viceja, qual erva daninha, &#8220;a lei de Gerson&#8221;. Esta, regada pela cobi\u00e7a, sorrateiramente se desenvolve. Aquela, ressequida pelo medo, visivelmente definha.<br \/>\nHoje, com raras exce\u00e7\u00f5es, as pessoas t\u00eam medo de falar de moral. Uma dessas exce\u00e7\u00f5es foi o ministro da Educa\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a, Claude Allegre, que, em certa ocasi\u00e3o, afirmou: &#8220;N\u00e3o tenho medo de falar de moral. A palavra &#8216;moral&#8217; desapareceu do nosso vocabul\u00e1rio, como se fosse um nome que metesse medo.&#8221;<br \/>\nAs pessoas t\u00eam medo, tamb\u00e9m, de falar de cobi\u00e7a. E, no entanto, \u00e9 ela que se esconde sob o manto de muitas a\u00e7\u00f5es apresentadas como sendo a salva\u00e7\u00e3o da lavoura. Ela se esconde, inclusive, sob o manto da a\u00e7\u00e3o de alguns revolucion\u00e1rios, como observou o escritor Victor Hugo: &#8220;Saber distinguir o movimento que vem das cobi\u00e7as do movimento que v\u00eam dos princ\u00edpios,. combater um e secundar o outro est\u00e1 a\u00ed o g\u00eanio e a virtude dos grandes revolucion\u00e1rios.\u201d Esta afirma\u00e7\u00e3o se aplica, tamb\u00e9m, a alguns de nossos grandes empres\u00e1rios e a diversos pol\u00edticos que posam de revolucion\u00e1rios.<br \/>\nSem pretender, com isso, diminuir seu sentimento de culpa e o desejo de repara\u00e7\u00e3o, lembro-o de que, infelizmente, corrup\u00e7\u00e3o e cobi\u00e7a t\u00eam quase a idade da humanidade. Um exemplo, que, no momento, me ocorre, \u00e9 o da Nau dos Insensatos, livro escrito em 1494, por Sebastian Brant (1457-1521). Nessa obra, ele denuncia as falhas e v\u00edcios da sociedade de seu tempo, critica as mazelas tanto da nobreza quanto do vulgo, n\u00e3o poupando Igreja, Justi\u00e7a, universidades e outras institui\u00e7\u00f5es. Brant censura os excessos, a cobi\u00e7a, a corrup\u00e7\u00e3o, a falta de escr\u00fapulos, a perda da f\u00e9, etc.<br \/>\nPassados mais de quinhentos anos da \u00e9poca de Brant, pareceria l\u00edcito acreditar que, hoje, tais coisas j\u00e1 n\u00e3o ocorrem. Afinal das contas, a humanidade progrediu. Mas, como observou o historiador ingl\u00eas Arnold Toynbee (1889-1975), &#8220;a tecnologia \u00e9 o \u00fanico campo da atividade humana em que houve progresso. O avan\u00e7o do Paleol\u00edtico Inferior \u00e0 tecnologia\u00a0mecanizada foi intenso. N\u00e3o houve avan\u00e7o correspondente na sociabilidade humana.&#8221;<br \/>\nHoje, as grandes empreiteiras est\u00e3o muito al\u00e9m do Paleol\u00edtico Inferior e, tamb\u00e9m, do tempo das picaretas. Em busca de mais e mais produtividade elas passaram a contar com m\u00e1quinas cada vez maiores e mais sofisticadas. No campo da sociabilidade e da moralidade, por\u00e9m, parece que voc\u00eas, grandes empreiteiros, continuam no tempo das picaretas. E, isso, n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio de voc\u00eas. Lembra que, em certa ocasi\u00e3o, o seu amigo e ex-presidente Lula afirmou que no Congresso havia 300 picaretas? Quem diria &#8211; e, h\u00e1 quem o diga &#8211; que, hoje, ele tamb\u00e9m \u00e9. Isso, s\u00f3 os mais chegados e Deus sabem.<br \/>\nPara que n\u00e3o me considere pessimista, digo-lhe que acredito na exist\u00eancia de pol\u00edticos e empreiteiros com a inten\u00e7\u00e3o e o desejo de mudar. S\u00f3 espero que realmente o fa\u00e7am, pois, como j\u00e1 disse algu\u00e9m, o inferno est\u00e1 cheio de boas inten\u00e7\u00f5es e desejos. Foi para pedir-lhe que v\u00e1 al\u00e9m de boas inten\u00e7\u00f5es e desejos que lhe escrevi. Mas, caso seja inocente, volto a lhe pedir mil desculpas e que desconsidere o teor desta.<br \/>\nObrigado pela aten\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/claudino-hoje1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-full wp-image-8672 alignleft\" src=\"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/claudino-hoje1.jpg\" alt=\"claudino hoje\" width=\"178\" height=\"148\" \/><\/a><\/strong><strong>\u00a0Claudino Piletti<\/strong>\u00a0\u00e9 professor-doutor em Pedagogia e autor de v\u00e1rios livros. Ga\u00facho de \u00a0 Bento Gon\u00e7alves, reside em Ibi\u00fana h\u00e1 longa data com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEstimado Senhor, Ao ler, na Folha de S. 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Trabalhou em ve\\u00edculos de comunica\\u00e7\\u00e3o nas fun\\u00e7\\u00f5es de rep\\u00f3rter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Di\\u00e1rio Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, vers\\u00e3o imprensa, de S\\u00e3o Paulo para Ibi\\u00fana h\\u00e1 alguns anos, iniciou uma nova experi\\u00eancia profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajet\\u00f3ria bem-sucedida na grande imprensa brasileira. 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