{"id":35584,"date":"2026-04-22T08:26:29","date_gmt":"2026-04-22T11:26:29","guid":{"rendered":"http:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/?p=35584"},"modified":"2026-04-22T11:23:05","modified_gmt":"2026-04-22T14:23:05","slug":"cade-o-jornalismo-da-nossa-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/?p=35584","title":{"rendered":"CAD\u00ca O JORNALISMO DA NOSSA CIDADE?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-drop-cap\"><strong>Para as pessoas ing\u00eanuas como este escriba, a Globo News parecia uma fonte cred\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, mesmo com seu jeito claramente elitista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depois que a emissora exibiu um \u201cpower point\u201d tentando mapear conex\u00f5es de Daniel Vorcaro, do caso Banco Master, e a apresentadora Andr\u00e9ia Sadi teve que fazer um \u201cmea culpa\u201d, reconhecendo o erro e pedindo desculpa aos telespectadores, sua imagem perante grande parcela da opini\u00e3o p\u00fablica brasileira foi para o brejo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em suma, exibir um gr\u00e1fico que inclu\u00eda membros do governo PT enquanto omitia nomes do Centr\u00e3o e da direita envolvidos na trama, pegou mal. Cad\u00ea a objetividade e a imparcialidade, duas linhas mestras do bom jornalismo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, o jornalismo internacional, nacional, estadual e municipal nunca esteve na berlinda da cr\u00edtica social, como agora acontece tamb\u00e9m em torno o poder judici\u00e1rio. E sobre o poder legislativo federal, ent\u00e3o, o que dizer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algo est\u00e1 podre e n\u00e3o estamos no reino da Dinamarca, mas no s\u00e9culo da estonteante Intelig\u00eancia Artificial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A SERVI\u00c7O DOS PODEROSOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A informa\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o dos poderosos sempre existiu, mas agora se tornou um fen\u00f4meno para l\u00e1 de preocupante, quando se v\u00ea a derrocada do jornalismo dos grandes ve\u00edculos de imprensa, por exemplo no notici\u00e1rio da guerra no Oriente M\u00e9dio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que chega at\u00e9 n\u00f3s, quando chega, \u00e9 o resto intrag\u00e1vel de uma filtragem ideol\u00f3gica profunda, altamente deformante da dura realidade vivida por milhares de inocentes mortos por simplesmente estarem vivendo em suas terras de origem. T\u00eam sido massacrados por bombas que caem como chuva sobre \u00e1reas povoadas por civis.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TODO MUNDO PODE SER JORNALISTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desde de 17 de junho de 2009, quando o Supremo Tribunal Federal \u2013 STF, por 8 votos a 1, decidiu extinguir a obrigatoriedade dos diplomas para o exerc\u00edcio de profiss\u00e3o de jornalista \u2013 entendendo que limitava a liberdade de express\u00e3o \u2013 literalmente qualquer pessoa p\u00f4de se intitular jornalista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Claro que os empres\u00e1rios do setor vibraram, porque deixariam de ter certas obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas, deitariam e rolariam como bem quisessem, ainda que a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a ABI \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa defendessem a exig\u00eancia do diploma para a qualifica\u00e7\u00e3o profissional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vamos repetir: o curso de jornalista tinha a proposta de qualificar as pessoas por meio de t\u00e9cnicas universais, princ\u00edpios \u00e9ticos e morais, para assim qualificar os seus atos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem caminho de volta, havia sido \u201caberta a porteira\u201d para quaisquer pessoas [algumas raras, sem d\u00favida talentosas], se aventurarem nesse campo de atividade, mesmo sem o devido cuidado \u00e9tico e moral, mesmo sem respeitar reg\u00eancias verbais ou sintonizar corretamente sujeitos e predicados, sem cuidado com o uso da linguagem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A atividade jornal\u00edstica se espalhou no vasto territ\u00f3rio dos munic\u00edpios como, escr\u00fapulos \u00e0 parte, um neg\u00f3cio sem alma, nada al\u00e9m disso. A situa\u00e7\u00e3o piorou dramaticamente com a internet que ganhou uma infinidade de contribuintes inconsequentes. A mentira deixou de ter pernas curtas!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>EM NOSSA CIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem acompanha o jornalismo em nossa cidade saber\u00e1 reconhecer que ele sempre andou capenga, especialmente por depender de recursos oriundos das autoridades ou de pessoas influentes politicamente para se manter, o que n\u00e3o \u00e9 novidade alguma!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isto acontece porque lamentavelmente falta ao mundo empresarial a perspectiva de que uma imprensa livre [e isso depende de independ\u00eancia financeira] \u00e9 extremamente importante para contribuir para o funcionamento saud\u00e1vel de um grupamento social marcado tamb\u00e9m pela for\u00e7a das tradi\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se os leitores ou telespectadores forem percebidos como consumidores dos seus produtos, mas, al\u00e9m disso, puderem desfrutar de informa\u00e7\u00f5es de qualidade para a sua vida di\u00e1ria, social e culturalmente, haver\u00e1 um n\u00edvel de conduta mais saud\u00e1vel e promissor na sustenta\u00e7\u00e3o de suas rela\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas, houve um gigantesco descompasso entre a necessidade de desenvolvimento cultural e os instrumentos de natureza educacional.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O resultado \u00e9 o que se v\u00ea: o que resta como jornalismo digno desse nome, al\u00e9m do que \u00e9 praticado como reflexo dos poderes constitu\u00eddos em pequenas cidades?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pessoas constituem seus neg\u00f3cios no campo da comunica\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica sem o devido comprometimento com a verdade, porque o que interessa \u00e9 o dinheiro que entra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas, mais coerentes, at\u00e9 chegam a reconhecer que n\u00e3o atuam dentro dos c\u00e2nones universais da profiss\u00e3o, mas a praticam porque precisam sobreviver financeiramente. Simples assim! E, obviamente, n\u00e3o podem ser julgadas por isso. Mas elas sabem que fazem parte de uma encena\u00e7\u00e3o. Ou deveriam saber.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reproduzem o que recebem pronto do setor de marketing das autoridades como parte do neg\u00f3cio. E agora, com as infinitas possibilidades de atrativas produ\u00e7\u00f5es visuais, por meio de v\u00eddeos, ornamentam com imagens atraentes as movimenta\u00e7\u00f5es dos pol\u00edticos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como se pode ver, em mat\u00e9ria de jornalismo mesmo isso \u00e9 mero detalhe. Not\u00edcia que pode de alguma forma comprometer a imagem de seus patrocinadores invis\u00edveis certamente ficar\u00e1 em segundo plano para que n\u00e3o seja percebida. O povo que se dane!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A quest\u00e3o de fundo, e que pode servir como justificativa para essa situa\u00e7\u00e3o, diz respeito a sobreviver numa sociedade que, por princ\u00edpio, \u00e9 injusta, desigual e submete todo mundo a ter que pagar as contas nos fins de m\u00eas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isso nos torna demasiadamente humanos, fr\u00e1geis e envoltos na necessidade de manter alguns segredos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aparentemente, se observa que os cidad\u00e3os, ricos ou pobres, no fim das contas, sabem que not\u00edcias n\u00e3o enchem o est\u00f4mago, porque elas se dirigem para o centro de refer\u00eancias para o comportamento social.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 preciso repetir que elas cumprem um papel decisivo em nossa forma de viver e de se relacionar uns com os outros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bem informadas, as pessoas podem se orientar no mundo de modo consciente e exercer tanto quanto poss\u00edvel sua forma de viver, mais saud\u00e1vel e menos neur\u00f3tica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>No entanto, os poderosos sabem que o uso esperto da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento de controle emocional da popula\u00e7\u00e3o, a seu favor. (Carlos Rossini \u00e9 diretor da TVUNA e editor de vitrine online)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para as pessoas ing\u00eanuas como este escriba, a Globo News parecia uma fonte cred\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas, mesmo com seu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.8 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>CAD\u00ca O JORNALISMO DA NOSSA CIDADE? - Revista Vitrine Online<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/revistavitrineibiuna.com.br\/?p=35584\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"CAD\u00ca O JORNALISMO DA NOSSA CIDADE? 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