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MUDANÇA NO TRANSPORTE PÚBLICO E PRISÃO DE GUARDAS MUNICIPAIS MARCARAM A SEMANA EM IBIÚNA

joão mello na rodoviária

Dois fatos relevantes ocorreram na semana passada provocando notável impacto na sociedade ibiunense: a mudança no transporte público com a entrada em operação de nova empresa de ônibus contratada de forma emergencial e a prisão, na quarta-feira (8), realizada pela Dise – Departamento de Investigação sobre Entorpecentes e o Gaeco, de cinco guardas municipais, suspeitos de terem praticado graves atos criminosos. Ao todo a determinação da Justiça abrangia sete; dois são considerados fugitivos.

Ambos os acontecimentos, em vez de combalir ou abater o espírito constitutivo do caráter dos munícipes, devem, antes, servir de referência para a criação coletiva de um novo município, a partir da união e da participação popular em forma de compreensão e apoio efetivo ao novo prefeito. Este não apenas assumiu compromisso explícito de mudar o município e melhorar as condições de vida das pessoas. Vem trabalhando intensamente para tornar os anseios legítimos da população em realidade, seja por meio da prestação de serviços públicos de qualidade, seja no resgate da confiança e de sentimentos de segurança pública perdidas nas últimas décadas.

TRANSPORTE PÚBLICO

Se a substituição de uma empresa por outra para realizar o transporte público no município causou desconfortos e transtornos, e isso é verdadeiro, em razão da necessidade de imediatez das medidas tomadas, não é menos verdadeiro que essa situação sempre exige paciência e tempo até que a normalidade seja estabelecida. De fato, esta semana, se prevalecerem as informações que vitrine online levantou durante todos os dias, indo ao terminal rodoviário e ouvindo o gestor da nova empresa, fiscais e usuários, o serviço logo estará estabelecido de modo satisfatório.

Para dar um refresco para a memória, vitrine online divulgou a seguinte notícia há três anos:

“Um fato ocorrido na madrugada do dia 20 de novembro de 2012, na primeira gestão do atual prefeito [prefeito anterior], voltou a se repetir na madrugada desta segunda-feira 2 [fevereiro de 2015]: por meio de um contrato emergencial assinado na última quinta-feira (29), a Viação Raposo Tavares, do grupo Danúbio Azul, assumiu o transporte público no município de Ibiúna, no lugar da Transporte Vargem Grande Paulista – TVGP (Viação Cidade de Ibiúna), que vinha operando sem nenhum tipo de contrato. Inesperada, pela forma como foi feita a substituição, se estabeleceu um caos no atendimento aos munícipes que se viram perdidos, desorientados e prejudicados com grande perda de tempo, tanto nos pontos nas dezenas de bairros municipais quanto na rodoviária.”

Houve episódios surreais como o funcionamento das duas empresas ao mesmo tempo. O prefeito da época, então, mobilizou a Guarda Civil Municipal para interceptar e recolher os ônibus da Viação Cidade. Foi um caos generalizado no município.

A reação popular desta vez foi mais agressiva do que naquela época, quando não existiam grupos sociais ativos como agora. Naquela época agiram aparentemente com temor de represálias. Nesses dias se queixaram que alguns fiscais e motoristas se comportaram de maneira deselegante, reclamaram de atrasos, falta de cumprimento de horários e itinerários. Na contramão desses argumentos, alguns passageiros agrediram fisicamente um fiscal [senhorzinho] que, se sentindo intimidado, pediu demissão da empresa e outro, mais jovem e resistente, continuou no cargo.

Pedindo calma e paciência, o atual prefeito esteve desde a madrugada, várias vezes, no terminal rodoviário acompanhando as operações a fim de contribuir para que a normalização do serviço ocorresse o mais breve possível para proporcionar conforto aos usuários.

Isso, tudo indica, deverá ocorrer já nesta semana, com manutenção correta dos itinerários, horários, já que os veículos em si são em maior número do que antes, mais novos, modernos, com controles eletrônicos e 100% de acessibilidade. Assim, as dificuldades logo ficarão no passado.

Uma senhora ouvida por vitrine online na última sexta-feira (10) pediu que a população compreenda e tenha calma. “Alguém já pensou quando muda de casa, o tempo exigido para pôr todas as coisas em ordem?”.

PRISÃO DE GCMs

Em relação aos guardas civis municipais presos na última semana, suspeitos de diversos atos criminais, a notícia correu logo e causou grande e imediata repercussão em todo o município, foi resultado de investigações que vinham sendo feitas pelo pelo delegado titular do Dise, Wilson Negrão e o delegado assistente Rodrigues Ayres e Gaeco Delegacia Seccional de Sorocaba e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco – núcleo Sorocaba desde setembro de 2016.

Depois de grampear telefones de pessoas envolvidas com o tráfego de drogas e as reclamações que faziam contra guardas civis municipais e de vítimas desses policiais não ligadas ao tráfico, houve uma megaoperação quando foram presos cerca de trinta suspeitos de tráfico de drogas. Na realidade, segundo declarações das autoridades policiais de Sorocaba, desde 2010 já havia indícios apontados em grampos telefônicos pelo Gaeco ao investigar a atuação de organizações criminosas em âmbito estadual.

Em outubro de 2016, então, numa operação rápida e surpreendente, os policiais do Gaeco com a ajuda da Polícia Militar prenderam cinco guardas civis municipais, entre os quais o subcomandante da instituição.

Os cinco continuam presos e até o momento nenhum deles foi julgado. As acusações são diferentes em relação a cada guarda municipal preso, mas estão sendo investigados por extorsão, tráfico, associação para o tráfico, execuções, e forja de desafetos mediante a colocação de drogas em veículos a fim de incriminá-los.

A partir de agora cabe à Justiça julgar, mediante as provas colhidas e os depoimentos tanto dos presos quanto de suas vítimas. Atenta, mas cautelosa ao lidar com esse assunto, caberá à prefeitura recompor e até mesmo ampliar os quadros da GCM e, sobretudo, agir no sentido de depurar a imagem pública da instituição.

Tanto a promotora de Justiça de Sorocaba que atua no Gaeco, Maria Aparecida Castanho, quanto o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, disseram que os desvios de conduta de alguns não podem contaminar a imagem de toda uma corporação que deve prestar bons serviços à sociedade. (C.R.)

 

 

 

 

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