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FILÓSOFO FRANCÊS ENSINA A “MANDAR TUDO À MERDA”

 

Descobri três coisas esta semana e gostaria de compartilhá-las com meus caros leitores.

A primeira delas é que a capital de Ibiúna situa-se em Sorocaba, um município pujante, rico, sede de região administrativa, e nossa salvação em diversos setores, como saúde e panificação com excelência, pois o pão nosso de cada dia é mais importante do que se imagina habitualmente.

Para lá vamos, quando precisamos de cuidados médicos mais complexos e graves. Lá podemos experimentar as delícias da Padaria Real, que acaba de completar 60 anos, com justificado orgulho, comemorados com edição especial de uma revista. Seus produtos deliciosíssimos podem custar mais caro, mas merecem pela notável excelência da qualidade.

Pois foi ali, nesta segunda-feira, antes de deglutir duas coxinhas de palmito e uma broa de milho airosa, acompanhadas de um café com leite comme il faut, dei de cara com uma estante de livros e revistas. Eis a terceira descoberta!

Uma senhora que estava também observando as publicações chamou minha atenção para um livro escrito pelo filósofo francês Fabrice Midal, edição 2018. Título: “A arte francesa de mandar tudo à merda.” A mulher comentou: “Não preciso ler esse, pois mando tudo à merda, mesmo!” Em seguida, se afastou.

Adquiri o livro porque, ao folheá-lo, observei que seu autor é professor de meditação há vinte e cinco anos. Li de um só fôlego, com o zelo de assinalar com caneta marca-texto amarela trechos que me pareceram especialmente interessantes.

Em síntese, o livro dá uma série de dicas para você ser você mesmo e sugere ao leitor deixar de lado todas as bobagens que lhes incomodam, usar a inteligência e viver a vida da maneira mais natural possível, simples assim.

O capitulo 9 abre o seguinte título: “Pare de tentar entender tudo. Descubra o poder da ignorância”.

O poder da ignorância é uma teoria criada pelo russo-americano Igor Sikorsky, inventor do helicóptero. Resumo: ele diz que o besouro tem tudo para não poder voar, segundo as leis da aerodinâmica, mas ele voa, por não saber isso.

Este ano vez tive uma reunião de trabalho com um executivo, só depois fiquei sabendo que ele era o presidente da empresa. Conversamos durante duas horas. Agi com desenvoltura teatral e me pergunto agora se tivesse sabido o seu cargo antecipadamente, teria o mesmo comportamento?

A ignorância nesse contexto pode ajudar a nossa criatividade por estarmos livres para poder voar, sem os aguilhões que nos mantêm presos dentro de uma caixa à qual nos agarramos a fim de nos proteger de ameaças que moldam em nós a obediência medrosa e a submissão aos outros.

Em vez de sentir vergonha, é melhor perceber suas vulnerabilidades; em vez de se torturar, seja seu melhor amigo. Em vez de sentir culpa, de se preocupar com o que os outros esperam e dizem de você, de ser escravo cego das obrigações, seja você mesmo. Seja o próprio autor de sua vida!

Assim, aparentemente, conseguimos aprender a nos afastar do inferno povoado pelos outros, e mandar tudo à merda, especialmente aqueles que não nos respeitam e agem como se seus conteúdos escatológicos fossem ouro e o sangue azul corresse em suas artérias. Afinal, todos fazem os seus próprios borrões, às vezes vergonhosos.  (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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