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HOSPITAL MUNICIPAL – FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS VOLTAM AO TRABALHO, MAS PODEM PARAR NOVAMENTE

Hoje, logo cedo, vitrine online foi informada por funcionários que prestam serviços no Hospital Municipal de Ibiúna, através de empresa terceirizada DRO, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e técnicos, que tinham entrado em greve por atraso de pagamentos. Por se tratar de assunto grave e que afeta a vida das pessoas, já que esses profissionais são responsáveis pela prática das prescrições médicas, a revista imediatamente publicou duas notas sobre o fato.

Em seguida destacou um repórter para acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. Isso incluiu observar uma reunião, na frente do hospital, entre funcionários e os representantes do Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Osasco e Região. Também estavam presentes funcionários da ADEV – Associação dos Amigos em Defesa da Vida, uma ONG que fornece mão de obra de profissionais que atuam na Estratégia de Saúde Familiar nos bairros do município.

Os funcionários que atuam no hospital estão sem receber pagamento há três meses e os da ADEV, há dois meses. No caso do hospital, há profissionais que entraram e voltaram de férias e não receberam tanto as férias quanto os pagamentos.

A situação é notoriamente dramática: enfermeiras e auxiliares de enfermagem com saldo bancário negativo, de uma delas no montante de R$ 2.800, fazendo empréstimo para pagar faculdade, com atraso no aluguel e até mesmo com falta de mantimentos em casa.

ESTADO DE GREVE

Durante a reunião em que compareceram o vice-presidente do sindicato, Juarez Henrique de Paula, e o 1º secretário, Amilton de Moura Rodrigues, este informou que todos deveriam considerar a situação como uma assembleia em estado de greve.

Explicou a estratégia que iriam adotar diante da Prefeitura e, em seguida rumaram a pé para o Paço Municipal. Ali formou-se uma comissão com os dois líderes sindicais, representantes dos funcionários da empresa terceirizada e dos profissionais a serviço da ADEV. Todos foram recebidos pelo secretário da Saúde, Samuel Rodrigues da Silva, enfermeira-chefe Sueli Cardoso Oliveira Santos, pelo secretário Marco Mello, irmão do prefeito, pela nova diretora do hospital, Cristiane Rodrigues da Silva Cação, e por um advogado da prefeitura.

O prefeito estava em São Paulo onde tinha uma agenda com o secretário Estadual da Educação para trazer uma nova escola estadual para Ibiúna. Ele deve retornar à prefeitura somente nesta quarta-feira.

De acordo com declarações das autoridades municipais, há grande falta de recursos.

O QUE FICOU DECIDIDO

Na reunião ficou decidido que nesta quarta-feira (12) os profissionais receberão um mês do salário em atraso e que, na próxima sexta-feira (14) haverá nova reunião para tratar do pagamento do demais salários atrasados e férias.

Vitrine online apurou que a prefeitura espera fazer o pagamento de um salário em atraso com a entrada de recursos do IPTU com vencimento hoje e também com parte de repassasses do ICMS.

Os funcionários informaram que a partir de hoje à noite (10) voltarão ao trabalho normalmente até a noite de quarta-feira. Caso não recebam o pagamento voltarão ao “estado de greve”, “pois ninguém trabalha de graça e estamos sofrendo na carne sérias dificuldades financeiras e que é justo que o trabalhador receba pelo seu trabalho”.

Logo após a reunião, representantes do sindicato se dirigiram ao escritório da DRO no centro da cidade. Lá puderam verificar, por meio de planilhas oficiais, que a empresa tem um crédito em atraso desde setembro do ano passado que neste mês ultrapassa a casa dos R$ 9 milhões.

Por volta das 13h30, vitrine online voltou ao hospital para verificar o atendimento. Na recepção e nos bancos exteriores havia mais de 70 pessoas aguardando serem chamadas para triagem ou por chamada pelo único médico em atendimento no Pronto Socorro Adulto – PSA.

Havia uma senhora de cabelos brancos, com mais de 70 anos, moradora no bairro da Vargem do Salto, acompanhada pelo filho. Ela disse que estava se sentindo mal. Seu filho disse que estavam ali havia mais de três horas, assim como relataram outros pacientes.

Um dos motivos da longa espera para alguns espera era o fato de o único médico no plantão estar em atendimento a uma urgência.

Em suma, o hospital não deixou de atender aos pacientes, mas de forma limitada. Antes dos cortes de recursos humanos, havia três médicos nos plantões no PSA. (C.R.)

 

 

 

 

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