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IBIÚNA – EM QUEM VOCÊ VAI VOTAR PARA PREFEITO NO DIA 15 DE NOVEMBRO?

Apesar da pandemia – já são 23 mortos e mais de 200 infectados no município – os pré-candidatos a prefeito de Ibiúna nas eleições de 15 de novembro estão em campanha, com a divulgação de lives tipo entrevistas com temas indiretos ou depoimentos, cada qual utilizando argumentos com os quais pretendem obter simpatias eleitorais.

Aparentemente, existem 9 pré-candidatos, incluindo uma mulher, que devem ser confirmados nas convenções partidárias a serem realizadas de 31 de agosto até 16 de setembro, por meio de convenções que poderão ser realizadas virtualmente.

Nosso propósito aqui é contribuir para que os munícipes-eleitores possam fazer uma leitura do perfil presumido de todos aqueles que almejam ser eleitos para governar a cidade a partir do dia 1º de janeiro de 2021, com base em três modelos de liderança, que podem fazer a diferença qualitativa em relação ao estilo e competência executiva de cada um.

Há, portanto, três tipos de liderança: autoritária (ou autocrática), liderança participativa (ou democrática) e liderança delegativa (ou liberal).

LIDERANÇA AUTORITÁRIA

Na liderança autoritária, é o líder que fixa as diretrizes do governo, sem participação da sociedade e define o que deve ser feito e como deve ser feito. É fácil perceber que esse tipo de governante quer que o povo se lixe, embora possa até mesmo querer manter uma aparência contrária à realidade do que é de fato. Utiliza meios aéticos e manipulatórios para manter-se no poder, subestimando a capacidade dos governados e produzindo imagens que nem de longe correspondem aos fatos reais.

Uma das características desse governante é desconfiar e ver possíveis conspirações contra si, o que pode refletir algum tipo de neurose.

Esse tipo de líder está com os dias contados, sobretudo porque é cada vez mais difícil se esconder no meio de uma rede de informações tecnológicas que jamais existiu. Cada cidadão passou a contar com a possibilidade de atingir centenas ou milhares de pessoas nas redes sociais com a postagem de vídeos, depoimentos, manifestações e denúncias.

LIDERANÇA PARTICIPATIVA (DEMOCRÁTICA)

Uma das características desse tipo de governante é contar com a participação dos cidadãos nas decisões que envolvem os interesses públicos. Assim, em vez de ser opaco, age de maneira transparente. Partilha suas decisões e ações com os cidadãos, pois sabe distinguir nitidamente que está a seu serviço e não o contrário. Na realidade, esse tipo de governante possui uma visão do ser humano e de si, como agentes de mudança. É sensível aos reclamos e à voz popular no planejamento e execução de determinadas tarefas, já que o produto de suas atividades visa ou deve visar ao bem-estar da população e não se servir do poder para obter vantagens para si próprio ou seus apaniguados.

Acredita que a união faz a força e que não é perfeito nem tem que ser. Crê que todos possuem condições de agir com autonomia e responsabilidade. O resultado é que seu respeito se torna visível por suas ações concretas e objetivas. Acredita e age a partir do conceito de que todos possuem condições de agir com autonomia e responsabilidade. A sua atenção está voltada principalmente para as relações interpessoais e vê o seu poder baseado na credibilidade que a sociedade lhe atribui e não aquela que atribui a si mesmo de modo egoísta.

LIDERANÇA DELEGATIVA (OU LIBERAL)

A liderança liberal fornece pouca orientação ou informação à sociedade. Deixa o processo de decisão nas mãos da sociedade. Exerce pouco controle, deixando a cada um a tarefa de definir os seus papeis e de descobrir o que cada um tem de fazer, sem se envolver neste processo de organização. Parte do princípio de deixar a sociedade ser como ela é em seu desenvolvimento natural e positivista.

Bem, se você chegou a ler este ensaio até aqui (parabéns!), saiba que essa maneira de ver pode estar muito distante da realidade que você percebe na cidade onde mora, assim como do comportamento dos políticos, pois ainda estamos muito atrasados no que deveria ser uma conduta política ética, moral e competente, digamos uma democracia madura em que se definiriam princípios e valores que pudessem ser vistos na prática o que, no estágio em que nos encontramos, mais parece uma utopia.

Se tivermos a sorte de contar com candidatos que saibam a alta responsabilidade que devem cumprir e ainda vissem nas condutas democráticas as melhores práticas políticas, então teremos dado um passo importante na evolução política e cultural da nossa cidade. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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