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NÓS, IBIUNENSES, PRECISAMOS DE UMA DESEDUCAÇÃO POLÍTICA

Nós, ibiunenses, deveríamos ser deseducados politicamente. Esta seria a única e verdadeira base da esperança de que haveria alguma mudança efetiva no andamento da carruagem. Estamos todos imersos numa tradição política medíocre, pequena, muito distante dos anseios populares.

O que corre à boca pequena do que estão fazendo alguns pré-candidatos a prefeito, é de fazer corar os anjos.

Basta uma observação atenta aos pormenores para sentirmos vergonha e duvidarmos que haja, de fato, não demonstrar boa intenção da qual está cheia o inferno, mas de honestidade e responsabilidade sobre a vida de 78 mil cidadãos que vivem nos bairros e no meio urbano.

Sai um prefeito e entra outro e continuamos tendo mais do mesmo, ou seja: restolhos de promessas não cumpridas e o ordinário acúmulo de problemas em todos os setores públicos.

Uma ciclovia que nunca termina, uma rodoviária abandonada e suja, estradas esburacadas, lixo para todo canto, esgoto sendo despejado em seus córregos e rios, problemas crônicos na área da saúde, nada que sustente o título de estância turística, que nunca houve em mais de vinte anos. Esse título é balela!

E agora vemos que se apresentam 10 pré-candidatos ao cargo de prefeito, incluindo o atual que pleiteará a reeleição, o que mostra o quanto se tornou avassaladora a disputa dessa função para uma sociedade que tem todas as razões de se sentir maltratada.

Vamos vasculhar uma sustentação para esses cuidados. A política ibiunense demonstra evidências de estar, comparavelmente, na pré-história política, inspirada nos costumes que privilegiam a autoridade e a tradição. Observe a realidade dos executivos como se inserem nesses aspectos. São rígidos, opacos, jurídicos, mas pouco humanos.

Se conseguisse dar um passo adiante, poderia chegar à modernidade, inspirada na ciência e na razão, portanto mais flexíveis para atender às demandas sociais de um povo tão sofrido e ludibriado.

O que dizer de uma política pós-moderna? Poderia ela realmente salvar nossa cidade de tantos desmandos encobertos pela desfaçatez e falta de transparência pública.

Veja o que todos ganharíamos: haveria respeito à diversidade, e em razão disso sobretudo as pessoas mais carentes seriam tratadas com o devido e merecido respeito. Todos teriam um valor igual, rico ou pobre. Haveria tolerância. Respeito pela liberdade alheia. Todos ganhariam porque a criatividade, a emoção e a intuição seriam valorizadas como bem comum.

Assim, livres de preconceitos e pensando grande, seria possível descontruir essa política obsoleta e construir a estrutura de uma nova história.

Quem chegou até aqui na leitura, pode ao menos perceber que temos caminhado por um labirinto do qual não conhecemos a saída. Sentir vergonha do que vemos é talvez um primeiro passo para valorizarmos nossos votos.

Este ano, infelizmente, estamos todos emocionalmente afetados pela Covid-19, mas, por isso mesmo, é importante estarmos alertas para não nos deixarmos enganar, por medo ou insegurança, pois a pandemia vai passar e nós poderemos ter mais quatro anos de sofrimento e isso ninguém deve querer. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

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