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DIAGNÓSTICO PRECOCE É ALIADO NO TRATAMENTO DO DIABETES, DOENÇA SILENCIOSA E SEM CURA

Neste sábado (14) se celebra o Dia Mundial do Diabetes. Mais de 9 milhões de pessoas no Brasil foram diagnosticadas com diabetes, de acordo com último levantamento Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE.

Provocado pela ausência ou resistência à ação da insulina (hormônio que garante o aproveitamento da glicose como energia para o corpo humano), o mal pode atingir mais de 642 milhões de pessoas no mundo até 2040, segundo relatório da IDF (International Diabetes Federation), que destaca ainda para outra triste realidade: o Brasil já aparece em terceiro lugar no ranking global de casos entre crianças e adolescentes (SEM E) até os 15 anos. Os dados da IDF apontam ainda que há mais de 98 mil pacientes dessa faixa etária diagnosticados com diabetes tipo 1 todos os anos no País. Por isso, combater a doença é tão urgente que a causa ganhou até uma data: 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes. “É um dia de alerta para os cuidados que devem ser adotados o ano inteiro”, orienta a médica endocrinologista do Grupo Sabin, Talita Cordeschi.

De acordo com a especialista, tão fundamental quanto se alimentar bem e manter hábitos de vida mais saudáveis, é não abrir mão da rotina de exames para detecção precoce e sucesso do tratamento da doença. “Se observarmos os números recentes do Ministério da Saúde, podemos reforçar a importância de detectar precocemente o diabetes e fazer o acompanhamento adequado para se prevenir contra as complicações da doença. O SUS realizou, de janeiro a agosto deste ano, mais de 10 mil amputações de membros inferiores, em decorrência de diabetes. Isso sem falar na temida retinopatia diabética, que hoje é a principal causa de cegueira em adultos. O diabetes tipo 2 é uma doença grave e silenciosa, mas é possível fazer um acompanhamento correto, para evitar o agravamento dela e até mesmo a morte”, orienta.

A assistência médica contínua, associada às estratégias de combate aos fatores de riscos, ajudam na jornada do paciente. “Estamos falando de estratégias que vão além do controle glicêmico. O diabetes está inserido em um grupo de várias doenças metabólicas e apresenta sintomas que podem ser facilmente confundidos com outros problemas de saúde. Por isso, reiteramos a importância dos exames para observar corretamente os níveis de açúcar no sangue, por meio dos testes de glicemia. “Exames das taxas de hemoglobina glicada também auxiliam no diagnóstico e principalmente no acompanhamento e sucesso no tratamento. “Apenas uma amostra de sangue pode ser o sinônimo do diagnóstico correto”, conclui.

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