IBIÚNA – TEMPORAL COM VENTO FORTE ASSUSTA POPULAÇÃO

“Parecia o fim do mundo”, disseram diversas pessoas ouvidas por vitrine online a respeito do violento temporal com vento forte e granizo em diversos pontos que caiu na tarde de hoje (11) em Ibiúna.

Tudo foi muito rápido, menos de dez minutos, mas a intensidade do fenômeno provocou até estado de choque em algumas pessoas.

“Nunca tinha visto nada parecido. Os contínuos estrondos no ar eram assustadores, testemunhou um morador no bairro da Cachoeira.”

“Parecia que a casa seria arrancada do chão e levada pelos ares”, comentou uma mulher do mesmo bairro.

Moradores no bairro da Ressaca informaram a Defesa Civil do Município terem visto um tornado em meio a uma nuvem densa e gigantesca. Quando chegou na região central da cidade obrigou as pessoas a se refugiarem onde podiam. Em um supermercado, os clientes ficaram dentro da loja até que o tempo acalmasse. Viam-se dali rajadas de vento fortíssimas. As águas que caiam do telhado pareciam cachoeiras.

“Até este momento (23h30) atendemos 23 ocorrências, entre quedas de árvores em rodovia e estradas, dentro de condomínios e nos bairros, muitas casas destelhadas”, informou a coordenadora da Defesa Civil, Luciana Atui. E observou:

“Há muito tempo eu não via um fenômeno como esse. O último temporal com magnitude parecida com esse ocorreu em 2016. No entanto, ficamos impressionados com o grande número de árvores caídas, uma das quais sobre uma residência no Central Parque II, que fica entre Mairinque e Ibiúna. Felizmente ninguém saiu ferido, mas as pessoas ficaram desalojadas.”

Luciana Atui: há muito tempo não se via fenômeno como esse

As ações da Defesa Civil abrangeram corte de árvores que caíram, interdição de ruas e rodovias, vistoria nas residências e suporte imediato para o restabelecimento da normalidade, também acionou as companhias de energia, tanto para evitar acidentes elétricos quanto para transmitir as ocorrências de falta de energia que atingiu vários bairros.

OUTRAS REAÇÕES

“Fiquei tão assustada que coloquei minhas crianças embaixo da cama. Minha casa ficou destelhada”, comentou uma senhora.

Outra disse: “Fiquei morrendo de medo da ventania. Santa Bárbara nos protegeu!”

“Eu estava em frente da loja de enxoval na rua Pinduca Sores [uma das duas mais centrais da área urbana] no momento da chuva. Quase morri de medo, pois vi que voaram uns pedações de toldos de uns comércios acima. Fiquei com medo que atingisse alguém e também o meu carro. Mas, graças a Deus, não aconteceu o pior”, escreveu uma mulher que foi surpreendida pelo temporal.

MUITO TRABALHO

Por volta da meia noite o pessoal da Defesa Civil ainda prosseguia trabalhando nas ruas, atendendo chamados.

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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