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MAIS DE 1 TONELADA DE LIXO HOSPITALAR SE ENCONTRA ACUMULADO NO ATERRO DE IBIÚNA

Mais de uma tonelada de lixo hospitalar encontra-se irregularmente armazenado em dois galpões existentes no aterro sanitário de Ibiúna. O cenário é tão nauseante pelo mau cheiro quanto perturbador. Ali se encontram materiais infectantes, contaminantes, perfurantes, grande quantidade de remédios com prazos de validade vencidos, até mesmo com tarja preta, sacos plásticos sanguinolentos.

Essa realidade suja do município de Ibiúna foi verificada hoje (11) por um grupo de quatro vereadores, em visita ao aterro sanitário localizado cerca de cinco quilômetros do centro da cidade, no Bairro do Cupim, depois que munícipes que moram nas proximidades enviaram carta denunciando o fato à vereadora Rozi Soares Machado (PV).

Participaram da ação fiscalizadora, além de Rozi, os vereadores Beto Arrais (PPS), Paulo Sasaki (PTB) e Pedrão da Água (Pros). Já se encontravam no local dois integrantes da Polícia Militar Ambiental que farão um relatório aos seus superiores, que provavelmente será encaminhado à Cetesb. O secretário do Meio Ambiente, Fernando Salles Rosa, que aproveitou a ocasião para desmentir que o acesso ao local estaria interditado às autoridades, prestou esclarecimento e providências. Neste caso, um contrato emergencial com empresa especializada deverá garantir a remoção do lixo hospitalar até o fim desta ou, no máximo, início da próxima semana.

O secretário informou que no dia 10 de janeiro havia sido removido dali 1,6 tonelada de lixo hospitalar, em seguida mais 1,9 tonelada. O sistema de saúde de Ibiúna produz 2,5 toneladas de lixo por mês. As duas cargas citadas foram removidas pela empresa Epolix, de Santana de Parnaíba. Normalmente, o lixo hospitalar passa por um sistema de esterilização por autoclavagem e depois é triturado; só, então pode ser removido para o aterro.

Fernando criticou o governo anterior [Fábio Bello] por ter alardeado uma economia na coleta de lixo do município, exatamente por excluir a remoção para tratamento do lixo hospitalar, ao fechar o contrato também emergencial com a firma LTD. Lembrou que, desde 2009, a maioria absoluta de contratos relacionados à destinação do lixo tiveram natureza emergencial. Como havia um contrato para coleta e outro para remoção e tratamento do lixo, este último ficou “esquecido”, daí a consequência desastrosa verificada na manhã de hoje (11).

A vereadora Rozi Soares Machado, até mesmo por seu conhecimento por ser farmacêutica, foi a mais rigorosa na verificação dos materiais. Ao tentar abrir uma porta de uma velha geladeira cinza, esta caiu em sua perna. Quando, em seguida, o vereador Paulo Sasaki, abriu outra porta da mesma geladeira, espantou-se com uma situação degradante.

Rozi deixou claro que o problema foi causado ou é consequência de inação de atitudes ou ausência delas por parte dos dois últimos governantes, e indaga que empresa está contratada para fazer a coleta de lixo: Cidal ou Ecovida?

O aterro sanitário de Ibiúna ocupa uma área de 6 hectares, num total de 10 hectares. Recebe diariamente 55 toneladas – o que é coletado. Fernando afirmou que todas as providências para regularizar a situação do aterro, “que é monitorado”, estão sendo tomadas, o que inclui a remoção de uma montanha de pneus, que também estão armazenados nos dois galpões. “Estamos viabilizando um convênio com a Reciclanip, uma ONG dos fabricantes desses produtos, que recolhe os pneus usados, com custo zero para a prefeitura, e os recicla.”

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