CRONISTA DA CIDADE – O QUE EU NÃO DISSE NO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE

Pela primeira vez, decidi integrar o Conselho Municipal de Saúde de Ibiúna – CMS. Quero ajudar no enfrentamento do mais grave, importante e crônico sofrimento da população ibiunense.

Na reunião do órgão realizada na terça-feira (5) tive a honra de ser eleito na categoria usuários, juntamente com a advogada Adrielli Barca, na suplência.

Acompanhei a reunião sentado ao lado do ex-prefeito Jonas Campos, que entrou como suplente na representação da OAB – Subseção Ibiúna que, por certo, vai contribuir com sua larga experiência política e administrativa na cidade.

Ouvi atentamente todos os pronunciamentos e senti um clima de renovação de esperança entre representantes da sociedade ali presentes.

Ione Lima, profissional da saúde, que dirigiu a reunião na condição de presidente interina, a certa altura declarou que o CMS continuará firme em suas funções institucionais e que trabalhará junto com a Secretaria da Saúde. Esse alinhamento, afinal, é decisivo.

Márcia Matos: conectada 24 horas nos assuntos da saúde pública

A nova secretária da Saúde, Márcia Matos, detentora de uma dedicação inquestionável nos cargos que vem exercendo há anos na área da saúde [foi diretora do Hospital Municipal e do Centro de Especialidades Médicas], fez um relato do seu plano de trabalho, visando melhorar o sistema público de saúde, como um todo.

Um dos seus objetivos é orientar a população a procurar atendimento nos dezesseis postos de saúde do município que integram a Rede Básica de Saúde.

Ela considera essa medida decisiva para diminuir a concentração da demanda por assistência médica no Hospital Municipal, uma das causas das constantes queixas dos usuários, especialmente relacionada a demora nos atendimentos.

A sua tese de acolhimento é que muitos casos podem e devem ser tratados nos postos dos bairros onde as pessoas residem, admitindo, no entanto, que o hospital sempre estará com as portas abertas.

APOIO FUNDAMENTAL

O que não falei na reunião, diz respeito à nova secretária da Saúde que tomou posse em fevereiro, pouco tempo para lidar com um sistema complexo e sucateado ao longo de décadas por negligência de sucessivos governantes municipais.

A situação do Hospital Municipal, a principal fonte dos tormentos manifestados pela população, chega a ser vergonhosa em sua longa história, apesar do alto custo de sua manutenção por parte da prefeitura.

Resumindo, sua má fama se consagrou no meio dos profissionais da saúde e da população e a construção de uma nova imagem dependerá de um bem sucedido e gigantesco esforço, que foi entregue nas mãos de uma nordestina corajosa, ousada e que passou a estar conectada 24 horas com os problemas da saúde.

Sua equipe vem monitorando continuamente as reclamações feitas pela população, o que tem permitido a intervenção direta da secretária em casos emergenciais.

É importante que o atual governo saiba que está tendo uma rara oportunidade de apostar suas fichas num projeto que pode dar certo, a partir de uma revolução de mentalidade dentro e fora do sistema público de saúde municipal.

É claro que a prefeitura tem a responsabilidade pública de responder por diversos setores que compõem a estrutura de funcionamento do município, mas, se conseguir resultados esperados pela população na área da saúde, já terá conseguido um grande feito, porque a saúde tem sido o mais sério e importante desafio para Ibiúna.

Por último, mas não menos importante, melhorar o funcionamento do sistema de saúde no município poderá ser o primeiro e decisivo passo para a atual administração conquistar a confiança da população.

CRONISTA DA CIDADE

Carlos Rossini é diretor da TVUNA e editor de vitrine online

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *