IBIÚNA – CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE CONSIDERA INACEITÁVEL SITUAÇÃO DOS DEMITIDOS DO HMI

Em reunião mensal realizada nesta terça-feira (14), o Conselho Municipal de Saúde de Ibiúna – CMS considerou inaceitável a situação vivida por 162 profissionais de saúde demitidos do Hospital Municipal de Ibiúna – HMI pelo Igats e que até o momento não receberam seus direitos trabalhistas.

Lembrou que durante as reuniões de transição da gestão do Igats para o Instituto Morgan, realizadas nos dias 25 e 29 de maio, efetivada no dia 19 de junho, das quais participou por meio dos seus conselheiros, ficou assegurada a quitação das dívidas tanto pelo Igats e quanto pela Secretaria da Saúde.

No vídeo veiculado ontem (13) nas redes sociais, no entanto, o prefeito Mário Pires condicionou o pagamento aos funcionários do HMI demitidos pelo Município a uma possível existência de débitos pendentes da Prefeitura, que dependerá de um aprofundado exame de documentos apresentados pela empresa que, segundo o chefe do Executivo, teria declarado que não tem “fluxo de caixa” para fazer as quitações.

Esse impasse, no entanto, está gerando uma situação de extremo transtorno financeiro e emocional para ao menos 162 famílias que dependem dos proventos dos profissionais demitidos.

Os conselheiros de saúde entendem que esse processo além de estressar os profissionais que atuam no setor de saúde poderia ser equacionado no menor prazo possível já que, se o Igats não honrar as dívidas, caberá à inequivocamente à Prefeitura, por responsabilidade subsidiária, efetuar o pagamento de INSS, FGTS, férias, 13º, um direito inquestionável líquido e certo de todos os demitidos.

Ao equacionar essa questão o quanto antes, a atual administração da cidade estará cumprindo o compromisso firmado de que os funcionários não seriam prejudicados pelas consequências da transição, realizando tudo aquilo que dela se espera como atitude razoável e de bom senso.

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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