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ESPADA DE DÂMOCLES PAIRA SOBRE O PAÇO MUNICIPAL DE IBIÚNA

Dâmocles era amigo e frequentava a corte de Dionísio, o soberano de Siracusa, na Sicília. Dionísio, um homem de imenso poder e afortunado. Vivia em um belo e rico palácio servido por lindas mulheres, serviçais para tudo, em meio ao luxo e ao prazer.

– Como você é afortunado! Você tem tudo que qualquer um poderia desejar. Você deve ser o homem mais feliz do mundo, comentou Dâmocles.

Dionísio então fez uma proposta a Dâmocles. Ofereceu-lhe trocar de lugar com ele de modo que, por um dia, também pudesse sentir o gosto daquele luxo e prazer. O soberano, no entanto, condicionou a oferta: determinou que uma espada fosse pendurada no teto do palácio sobre a cabeça de Dâmocles, presa apenas por um fio de cabelo.

Ao verificar o perigo ao qual seria submetido, pois o fio poderia se romper a qualquer momento, Dâmocles abriu mão do poder e de suas benesses, alegando que não queria mais ser tão “sortudo”. Veja sua reação na hora:

– Essa espada! Essa espada! Dâmocles sussurrou – Você não a vê?

– Naturalmente eu a vejo – respondeu Dionísio. – Eu a vejo a cada dia.

Sempre pendurada sobre minha cabeça, e há sempre a possibilidade de

alguém ou alguma coisa cortar a fina linha. Talvez um de meus próprios

conselheiros passe a ter inveja de meu poder e tentará matar-me. Ou

alguém pode espalhar mentiras sobre mim, para virar todo o povo contra

mim. Pode ser que um reino vizinho envie um exército para conquistar

este trono. Ou eu posso tomar uma decisão estúpida que trouxesse minha queda. Se você quiser ser um líder, você deve estar disposto a aceitar estes riscos. Vêm com o poder. Você entende?

Esta história se recorda agora tendo em vista as circunstâncias políticas que pesam sobre Ibiúna. Há um prefeito mantido no cargo por força de uma liminar [nenhuma liminar é para sempre], que pode cair a qualquer momento. Há dois recursos que aguardam decisão no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília: um mandado de segurança pleiteando a suspensão da liminar que mantém o atual prefeito no cargo e um agravo de instrumento, apresentado pelo prefeito no cargo, visando preservá-lo. Este recurso será definitivo: alguém cumprirá o mandato até o final. Resta saber quem. A resposta será dada pelo ministro do TSE, Luiz Fux. E isso pode acontecer a qualquer momento, estar por um fio. E a população anseia para que isso aconteça logo, pois a cidade está agoniada à espera de um ato da Justiça.

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Carlos Rossini é

editor de vitrine online

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