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OPINIÃO – O GOVERNO BRASILEIRO NÃO FUNCIONA OU SOMOS NÓS QUE NÃO O ENTENDEMOS?

Em busca de poder, os políticos nos enganam com promessas jamais cumpridas. No poder, agem como atores de uma peça cujo tema central é a mentira, interpretada das mais diversas formas e sob mascaramentos. A maioria dos personagens parece bem treinada para a farsa, gênero com situações ridículas [que provocam risos] e encenações grotescas.

O espetáculo anunciado nesta sexta-feira (22) pelo Governo Federal, no entanto, talvez esteja mais para drama e tragédia pelos efeitos nefastos que deverá provocar numa plateia formada por mais de duzentas milhões de pessoas que formam a nação brasileira. Título da peça: “– 69 ,9”.

palacio do planalto

Trata-se da história de como R$ 69,9 bilhões serão retirados do orçamento do Governo Federal para 2015 e, mesmo assim, fazer o povo brasileiro feliz, por meio de serviços de “excelência” em educação, saúde, moradia, emprego, segurança, para citar alguns itens de um cardápio de que ninguém pode abrir mão.

Na linguagem econômica esse corte nos investimentos públicos chama-se “ajuste fiscal” e significa que o Governo Federal perdeu o controle entre o que “é” e o que “deveria ser”. Em termos simples, caseiros, é como se você tivesse feito muitas compras e não pudesse pagá-las, porque o dinheiro que você dispõe é insuficiente.

Em suma, o governo petista que, em vez de gerar valores nos aspectos socioeconômicos da população, tornou-a uma legião de consumidores, criado uma imagem de “benevolência populista”, como a bolsa família, em vez de criar condições de educação, formação e de empregabilidade reais.

Talvez Lula, ao olhar o mar da praia das Astúrias, no Guarujá, em seu apartamento triplex, terá mais uma séria preocupação para refletir, pois será inevitável que a situação de desemprego atual aumente de forma dramática.

Recorramos à nossa memória. Na campanha eleitoral, a presidente reeleita, Dilma Rousseff, nos iludiu criando uma imagem de que iria construir um novo país, repleto de oportunidades e de prosperidade. Isso num retrato colorido cuja versão se apresenta em preto e branco. Há mesmo um brutal contraste entre suas promessas e a realidade.

Pior: a cada dia surge uma nova pista ou indícios de novos escândalos com a sangria de recursos retirados do tesouro público, veja-se o caso da Petrobrás, um filme classe “B” que inclui toda a sorte de patifarias e fraudes e corrupção. Nem mesmo o Consulado do Brasil em Nova York parece estar a salvo da sanha de corruptos. Se fossem evitados, por princípios éticos e valores morais, o sumiço de bilhões de reais feito por velhacos de “colarinho branco”, seria necessário fazer um corte tão elevado na peça orçamentária do Governo Federal?

Parece não haver um rumo, uma direção segura para os atuais governantes do País e a população está cada vez mais incrédula ou desesperançada.

Mas aqui tomamos de empréstimo da ótima escritora gaúcha, Lya Luft, um trecho de seu artigo “Nós, os que estamos perplexos” [revista Veja, edição de 17 de dezembro de 2014] e que combina como mão e luva na situação que o país vive hoje: “Há desses momentos na nossa vida pessoal, dessas fases na vida pública, em que parece que nada entendemos. Talvez seja porque estamos em dias difíceis, ou simplesmente nada funciona mesmo, e não entender é apenas natural.” (C.R.)

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