IBIÚNA ELEIÇÕES 2024 – UM ROLÊ PELA CIDADE REVELA ENFADO DOS ELEITORES

Vitrine online, visando a contribuir com o processo eleitoral deste ano no município de Ibiúna, iniciou a publicação de uma série de matérias em prol do voto popular livre e consciente.

Pelos indícios relacionados com a reação popular que chegam ao nosso conhecimento, esta série de matérias está servindo, de alguma forma para o objetivo a que foi criado: provocar novas percepções sobre formas de ver a política no município de Ibiúna.

O repórter desta revista eletrônica deu hoje um rolê pela cidade. Conversou e ouviu atentamente a opinião pública sobre as eleições para prefeito, vice e vereadores que se realizará no dia 6 de outubro.

Esses contatos têm o mérito de flagar reações espontâneas e, por isso mesmo, em geral verdadeiras.

Para você que eventualmente seja um leitor apressado, aqui vai um resumo das manifestações colhidas:

Um número expressivo de cidadãos revela uma sensação de mal-estar com os políticos ibiunenses, um modo enfadonho de encarar o que se pode qualificar de tédio, zanga, chateação.

Vejam o que disseram dois frentistas de um posto de combustível da cidade:

“A política não tem jeito aqui, nada muda, a cidade está abandonada, não muda nada, é sempre a mesma história.”

Antes o repórter havia perguntado em que eles iriam votar. Sim, vão votar, mas parecem não acreditar na possibilidade de melhorias substanciais no município, cronicamente embaralhado em problemas nas áreas da saúde pública, educação, estradas péssimas, esburacadas e lixentas, uma infinidade de ruas sem iluminação pública, questões de segurança, problemas com falta de tratamento de esgoto, etc.

Sim, é preciso ressalvar. Esses problemas não são exclusivos de nossa cidade, estão presentes nas centenas de municípios brasileiros, mas eles, os entrevistados, nos advertem: mas por que não pode haver melhorias significativas? E comparam, inevitavelmente, nossa situação com cidades vizinhas, como São Roque, Piedade e até mesmo Mairinque e Vargem Grande Paulista.

“Veja São Roque – chama atenção um dos ouvidos – é uma estância turística como Ibiúna, mas não há como comparar, até mesmo e, talvez, principalmente, no que diz respeito à empregabilidade.”

Somente um dos projetos anunciados recentemente vai gerar mais de sete mil empregos diretos, exatamente na área de turismo, lazer e diversão. Um formidável parque aquático será instalado ao lado da Rodovia Castelo Branco.

 “Aqui, a gente está vendo uma rodoviária que há anos sendo reformada, o que vem causando muito sofrimento para os usuários de transporte público. Isso é um exemplo do que estou dizendo”, comentou uma senhora que ouvia nossa conversa.

Bem, se esse contexto é realmente entediante e desanimador, não há, no entanto, motivo para perder a esperança. Os próprios pré-candidatos a prefeito conhecem essa situação e não é possível que desconheçam a necessidade de promoverem uma guinada extraordinária para mudar esse estado de coisas reprovado pelos cidadãos.

Nós, de vitrine online, acreditamos que os cidadãos ibiunenses, que estão manifestando notável indignação com o estado das coisas, poderão ser os agentes de uma mudança que todos queremos.

Afinal, como muitos declararam, Ibiúna é uma linda cidade. Só falta os seus administradores reconhecerem esse fato e agirem em favor dessa beleza e de sua população.

ATUALIZAÇÃO: Depois que essa matéria foi postada, um leitor fez o seguinte comentário no WhatsApp: “Resume bem como eu me sinto: sem ânimo de votar em quem quer que seja aqui…E eu quero tanto ver minha cidade melhorar…”

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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