POR QUE HOJE É DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Há 108 anos, 90 mil russas operárias de tecelagens saíram em marcha pelas ruas de São Petersburgo para exigir melhores condições de trabalho, contra a fome, contra o autoritarismo do imperador Nicolau II, e pelo fim da I Guerra Mundial.

Esse movimento que entrou para a história da luta das mulheres para se libertarem jugo patriarcal ficou conhecido como marcha do “Pão e Paz”.

Isso aconteceu no dia 8 de março de 1917, razão por quê hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como dia de promover a igualdade, a proteção qualquer tipo de violência contra a mulher.

Se dermos um breve passeio pela história, veremos que na Grécia antiga e em Roma a mulher não era considerada cidadã, tampouco tinha direitos políticos, sociais e econômicos. Nem mesmo possuía o direito de ser proprietária.

A figura dominadora do homem como ser superior se tornou tão poderosa na história da humanidade, que na Índia havia uma prática hinduísta [mais tarde proibida pelo governo colonialista inglês] chamada Sati. Quando os maridos morriam as mulheres tinham que se imolar na sua pira funerária.

PATRIARCADO E MATRIARCADO

A figura masculina típica do patriarcado, que está na origem e manutenção do domínio do homem sobre a mulher, sustenta o sistema social favorece os homem em relação às mulheres em poder e domínio.

Já no matriarcado é a mãe ou mulher que detém o poder como autoridade absoluta no âmbito da família ou de um grupo social, mas nada que se compara com o que acontece no patriarcado.

CONQUISTAS

Desde o 8 de março de 2017 e depois, houve movimentos pela libertação das mulheres nos Estados Unidos igualmente por melhores condições de vida e que foram reprimidas com violência pelo estado e em outros lugares do mundo.

Conquistas importantes foram pontificadas e hoje em dia as mulheres ocupam importantes posições no interior das famílias e nas mais diversas funções profissionais e científicas. No passado houve mulheres brilhantes em todos os campos da cultura humana, mas não contaram com os holofotes voltados para o cenário masculino.

No Brasil, as mulheres passaram a ter o direito ao voto em 1932, portanto há 93 anos. O direito ao trabalho sem autorização dos respectivos maridos ocorreu em 1962, há 53 anos. E, pasmem, mais uma vez, o direito de igualdade salarial somente ocorreu em 2023, há 3 anos.

PROBLEMAS CONTINUAM

Apesar dessas conquistas, há ainda muitos progressos a serem feitos. O Dia Internacional da Mulher é o dia de luta por igualdade, e contra preconceito, machismo, violência, feminicídio, discriminação e desigualdade salarial, que ainda se pode verificar.

Pois é oportuno mencionar que ainda se encontram em nosso país flagras de trabalhadores, muitos deles de origem humilde, que exercem funções semelhantes ao trabalho escravo.

SEXO FRÁGIL?

Como cantava Erasmo Carlos “Dizem que a mulher é o sexo frágil/Mas que mentira absurda!/Eu que faço parte da rotina de uma delas sei que a força está com elas…”

Verdade. A mulher vem se libertando e continua sendo a origem e a proteção da vida. Trabalha em jornadas duplas, fora e em casa, depois que volta do emprego. Cuida do marido, dos filhos, do alimento, da limpeza.

Vivemos num fluxo em que a mulher assume cada vez mais funções cruciais dentro e fora de casa, como eixo em torno do qual a vida acontece.

Por tudo isso e muito mais, vitrine online e a TVUNA desejam um Feliz Dia da Mulher para todas as mulheres!

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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