IBIÚNA – EM ASSEMBLEIA, PROFESSORES DA REDE BÁSICA DECIDEM PARAR NA SEGUNDA-FEIRA
Em assembleia geral extraordinária realizada na manhã de hoje (23) em frente ao Paço Municipal de Ibiúna, professoras da rede básica e infantil decidiram parar as atividades na próxima segunda-feira, quando as aulas deverão ser retomadas, depois das férias.
Cerca de 100 docentes participaram do ato convocado pelo Sindicato dos Servidores da Estância Turística de São Roque, Ibiúna e Araçariguama. A convocação já previa a possibilidade de paralisação, caso a prefeitura não efetivasse o pagamento do piso nacional da educação.
Houve duas reuniões com participação de uma comissão constituída pela presidente da entidade, Patrícia Bueno Lisboa, professoras e uma integrante do Conselho Municipal da Educação. Pela prefeitura participaram pelo menos sete secretários, entre os quais o da administração e o da educação.
Após a primeira etapa, Lisboa desceu para informar as docentes que a prefeitura havia pedido um novo encontro para o dia 6 de agosto, com o objetivo de concluir os estudos do impacto financeiro da medida, inicialmente calculado em R$ 1.900.000,00 mensais.
Por unanimidade, as professoras não aceitaram a proposta. Houve troca de ideias e se concluiu que a melhor data será conhecer a posição da municipalidade na segunda-feira, às 11h, quando haverá nova assembleia, pois o Executivo tem pelo menos 48 horas para se manifestar.

Mais uma vez e por unanimidade, sem que se chegasse a um acordo com o Executivo, foi aprovado esse prazo. Os professores deverão comparecer nas unidades escolares na sexta-feira quando não haverá aula e serão tratados apenas aspectos pedagógicos do próximo semestre.
Na segunda-feira, caso a prefeitura não apresente uma solução aceitável, então a categoria poderá instaurar estado de greve.
Durante as explanações de Lisboa, a narrativa sobre o status da reunião no gabinete, a professora Janete Soares pediu a palavra para manifestar que esse problema vem se arrastando, com promessas feitas desde 2023, sem, no entanto, a reivindicação desse direito ser atendida.

Atualmente, o piso nacional da educação é de R$ 4.867,77 por 40 horas semanais, mas não se sabe a situação real, pois há professores mais antigos que recebem esse valor, mas em decorrência da longa carreira que agrega valores naturais, como quinquênios. Na realidade, os valores deveriam ser agregados sobre o piso nacional, que assegura o pagamento de R$ 24,33/hora aula, o que não está acontecendo.
Os professores que dão 30 horas aulas semanais deveriam receber, tendo como referência, o piso nacional o montante de R$ 3.650,52, mas, na realidade, no holerite vem R$ 2.935,90. Na média, cada professor tanto os das 40 horas semanais quanto os que se dedicam a 30 horas semanais estão tendo uma perda média mensal de R$ 700,00.
“Será que eles não veem que todos os produtos, sobretudo alimentação, têm aumentado preço, e que nosso poder de compra está reduzido?”, indagou uma professora.

PAPEL HIGIÊNICO
Na segunda reunião, em que a presidente do sindicato fez a leitura da ata que recebeu a assinatura dos participantes, foi lembrado outro assunto: falta de papel higiênico nas escolas.
O fato foi admitido como real. Um secretário informou que os pedidos de papel higiênico já haviam sido feitos e que o material deverá ser entregue às escolas, mas sem data anunciada.
ATUALIZAÇÃO
Segundo declaração divultada hoje (24) da presidente do sindicato, o município de Ibiúna recebe os repasses do governo federal para pagar o piso nacional da educação desde 2008, quando foi criado pelo Gooverno Federal. Mas, desde 2020 não vem sendo pago aos professores da rede de ensino municipal de Ibiúna.
