IBIÚNA – MUNICÍPIO ESTÁ SEM SECRETÁRIO DE SEGURANÇA HÁ 34 DIAS

Nesta quarta-feira, dia 18, completam-se trinta e quatro dias que o então secretário da Segurança Pública de Ibiúna pediu exoneração.

Presume-se que no primeiro dia útil após os festejos carnavalescos, que paralisam os expedientes administrativos, o chefe do Executivo anuncie, enfim, o novo titular de uma pasta considerada extremamente relevante, pois cuida da segurança pública do município.

É importante assinalar que a Guarda Civil Municipal – GCM, embora sua missão principal seja garantir o patrimônio público do município, também atua como poder de polícia com o maior contingente operacional, junto com integrantes da Polícia Militar, sendo, portanto, importante que possa contar com um secretário que atue como intermediário das demandas entre a tropa e o prefeito.

Conforme temos noticiado, ouvindo agentes da GCM, alguns há um clima de notório descontentamento, seja pela falta de viaturas para a realização de atendimentos às ocorrências, seja pela falta de reposição dos uniformes que estão deteriorados pelo longo tempo de uso, falta de câmeras de segurança para auxiliar e mesmo inibir a ação de marginais e de um sistema de intercomunicação mais avançado, sobretudo considerando a escassez de sinal de internet nos bairros mais afastados da imensa extensão do município.

GCMs experientes, alguns dos quais já ocuparam altas funções de chefia, se ressentem da falta de atenção e de serem ouvidos, bem como de uma liderança que possa, por firmeza e congruência, exercer um comando unívoco, o que eleva a expectativa em torno da nomeação de um novo secretário para o setor. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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