IBIÚNA – TEATRO MUNICIPAL ALTO DA FIGUEIRA CONTINUA UM ELEFANTE BRANCO

O Teatro Municipal Alto da Figueira deveria estar pronto para receber espetáculos há mais de três anos.

A obras, com verba da Secretaria de Turismo e Viagens, do governo Estadual, contratadas no governo Paulo Sasaki, foram iniciadas em 20.12.2022 e deveriam estar concluídas no dia 20.12.2023 [segundo consta nas placas oficiais da obra], mas foram interrompidas pela construtora por falta de pagamento.

Hoje, 9 de abril de 2026, era a imagem triste de um esqueleto de prédio abandonado, tomado por entulhos, tapumes destruídos e mato.

Com uma área construída de 3,8 mil m2 teve um custo inicial, em valores de 2022, no montante de R$ 7.926.541,33.

Ainda que ao atual governo municipal não possa ser imputada culpa por esse fato lamentável, deveria esclarecer a população sobre os motivos pelos quais as obras foram paralisadas pela construtora.

Quem passa na estreita rua de chão de terra vê o esqueleto do prédio abandonado

Considerando as características do local onde parcialmente foi erguido, quando o teatro for finalmente concluído, exigirá investimentos urbanísticos consideráveis no entorno, considerando a questão da mobilidade, pois se encontra numa região íngreme, com ruas estreitas e precárias, afastado do centro urbano.

Há meses vitrine online solicitou informações para a Prefeitura, por meio da Secretaria de Obras, para esclarecer a população sobre as razões por que a obra foi abandonada, mas até o momento não obteve nenhum retorno.

Ainda no governo Paulo Sasaki indagamos a secretária de Cultura e Turismo sobre a escolha daquele local, que causou estranheza em notável parcela da população, e a resposta foi curta e objetiva: “Porque era a única área que estava disponível.”

Escada e estrutura de ferro quebrada, entulho e mato: eis o cenário de um investimento de R$ 7,9 milhões em valor de 2022

Os 3,8 mil m2 de área construída deverão contar com o teatro propriamente dito, salas de exposição e terraço, com o objetivo de fomentar a cultura e eventos artísticos na cidade.

É com tudo isso que a população não pode contar, por razões que exigem ser esclarecidas pelas autoridades municipais. (C.R.)

Os trabalhadores da empresa construtora acessavam a obra por meio desse portão

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *