IBIÚNA – DESCONFORTO E PERIGO ACOSSAM A POPULAÇÃO

Há uma notável distância entre os malabarismos do marketing empregado pela Prefeitura de Ibiúna e a realidade vivida cotidianamente pela população nos espaços públicos do município.

TRANSPORTE PÚBLICO – Um homem deixou o carro em uma funilaria e, estando a pé, resolveu se submeter ao transporte coletivo que opera na cidade de Ibiúna. É fato real.

Chegou à rodoviária às 8h50 e indagou: “Qual é o horário do próximo ônibus para a Cachoeira” [nome de um bairro]?

Solícito, o funcionário da Viação Raposo Tavares informou: “11h30”.

Ou seja: o cidadão ibiunense teria que esperar por 2 horas e 40 minutos para poder tomar um ônibus e retornar para a sua casa.

[Em muito menos tempo do que esse, de avião claro, quatro vereadores ibiunenses voaram cerca de mil quilômetros e chegaram a Brasília para apresentarem reivindicações de recursos para o município.]

Essa é uma história banal! O sistema de transporte público de Ibiúna não atende às necessidades reais da população. É um problema crônico e que se agrava no período das férias escolares, fins de semana, feriados ou quando a empresa, unilateralmente resolve reduzir o número de saída dos ônibus, como aconteceu recentemente.

População enfrenta um tormento diário com crônica escassez de ônibus

Uma professora, ouviu o relato desse usuário bissexto de ônibus e resolveu contar o transtorno de todos os dias aos quais se submete para ir dar aula e voltar para casa.

PERIGO NO TÁXI – Sem poder esperar tanto tempo, porque o homem precisava levar as compras para a casa para o almoço, resolveu pegar um táxi. Fez um rápido balanço de natureza financeira e tentou encontrar uma solução mais em conta procurando um desses profissionais que atendem pelo “sistema UBER” que opera na cidade.

Encontrou um parado na margem da avenida Antônio Falci. O preço era a metade do preço do que foi orçado pelo taxista do ponto. Corrida acertada.

O passageiro passou um sufoco com o desempenho do taxista: uma conversa tóxica, ultrapassagem irregular, abuso na velocidade numa estrada precarizada. Em suma: passageiro estressado.

PERIGO NA ESTRADA

A Estrada da Cachoeira, denominada oficialmente como Estrada Vicinal Antônio Rodrigues desemboca no Clara Ibiúna Resort, distante dez quilômetros do centro de Ibiúna.

Todo esse trecho foi recapeado pelos proprietários do Resort em troca de isenção de impostos, acerto feito no governo João Mello.

Na verdade a primeira empresa contratada pelo Resort fez um péssimo serviço, o que exigiu que fosse feito um segundo recape sobre o  primeiro.

Ocorre que desde que o Resort foi inaugurado e é um estupendo sucesso de público, sobretudo com a realização de convenções empresariais, transformou a estrada em uma avenida, com momentos de trânsito carregado.

Em resumo: a estrada ficou perigosa sobretudo  para os seus usuários tradicionais que caminham a pé para ir e vir da cidade ou se deslocar para trabalhar nas chácaras ali existentes.

A insegurança é tanto para os pedestres quanto para os motoristas que usam a estrada diariamente

ZELADORIA

Como o serviço de zeladoria da Prefeitura não consegue dar conta da demanda, a população do bairro da  Cachoeira está pedindo socorro porque a estrada se tornou um risco de atropelamentos ou colisões a qualquer momento.

A esperança é que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, agora  com um novo secretário, tome as devidas providências.

A estrada foi simplesmente tomada pelo mato que encobriu até mesmo os olhos de gato. Ou seja: os pedestres não têm alternativa senão andar na estreita pista de rolamento que tem várias curvas, de modo que um motorista não consegue visualizar o que vem pela frente. Se ele dirigir além do limite permitido, o que é uma constante, então, só com a proteção divina!

Ali exatamente onde há uma descida íngreme, que começa na frente da Capela da Nossa Senhora do Bom Parto, há uma curva onde pelo menos dois carros capotaram e caíram fora da pista.

Com a palavra a Prefeitura: 1. Quanto ao problema relacionado aos precários horários dos ônibus; 2. Quanto à fiscalização para impedir abusos de alguns motoristas de táxi; 3. Quanto à urgente necessidade de roçar as margem da estrada.

A história ficou um pouco longa, mas resume os pedidos da população que chegaram à redação de vitrine online. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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