IBIÚNA – MORADORA DENUNCIA FURTOS NO TEATRO INACABADO NO ALTO DA FIGUEIRA
Como se não bastasse o abandono das obras do famigerado Teatro Municipal Alto da Figueira, agora uma moradora na Vila Lima [local do teatro] divulga um vídeo apontando que homens estão furtando grades de ferro e outros materiais remanescentes do que foi executado pela empresa construtora.
Temos aqui publicado notícias porque se trata de um patrimônio público resultado do dinheiro que sai dos impostos dos cidadãos, tanto do próprio município quanto daqueles recolhidos pelo governo estadual.
E, pelo que temos visto até agora, trata-se de um mau uso de recursos públicos.
Como se vê, o local inteiro está exposto e abandonado.
Enquanto a ex-secretária de Cultura e Turismo atribui a responsabilidade pela paralisação das obras ao atual governo, este atribui a responsabilidade à administração anterior, por não ter renovado os termos do contrato em dezembro de 2024, último ano da antiga gestão.
É importante lembrar que o uso da verba estadual e da contrapartida municipal para a construção do teatro foi aprovado por 13 dos 15 vereadores, na sessão da Câmara Municipal realizada no dia 3 de maio de 2022, mediante o projeto encaminhado pelo então prefeito Paulo Sasaki.
Na ocasião votaram a favor os vereadores: Abel do Cupim, Aladin, Devanir, Walmir Júnior, Fausto Dourado, Jair Marmelo, Lino Júnior, Lucas do Samu, Luiz Fernando Piu, Naldo Firmino, Paulinho Dias, Ronie Von e Valnei Galvão.
Não votaram os vereadores Rozi da Farmácia e Devanir Andrade, que não se encontravam no plenário na hora da votação.
A menção desses nomes é apenas um registro informativo e não tem caráter de qualquer forma de implicação, uma vez que aprovar projetos do Executivo faz parte da rotina dos parlamentares e, na ocasião, possivelmente o projeto tenha sido apreciado como uma importante obra cultural para a cidade.
No entanto, seria oportuno que os atuais parlamentares passassem a se interessar pelo assunto, exatamente pela importância que tem a não conclusão da obra, que estava prevista para dezembro de 2023. (C.R.)
