FESTA DE SÃO SEBASTIÃO “É TODA ESSA ALEGRIA, TODO ESSE AMOR, TODA ESSA FÉ”

A tradicional festa de São Sebastião, protetor do município de Ibiúna, e do Divino Espirito Santo é um ato devocional que renova a fé da população a cada ano.  

E isto já acontece há 107 anos consecutivos, envolvendo pelo menos três gerações que no mês de maio saem da cidade, em romaria, e percorrem cerca de 30 quilômetros para buscar a imagem do santo em sua capela no bairro do Pocinho.

Eles a trazem para o coração da cidade, na praça da Matriz da Nossa Senhora das Dores, onde é reverenciada com missa e permanece em seguida por três dias no interior da igreja para as manifestações dos fiéis, que incluem gestos de gratidão por graças milagrosas alcançadas.

O clima é notavelmente de fé, mas também de alegria porque aproxima milhares de pessoas numa confraternização religiosa em que se compartilham sentimentos de amor cristão na figura de um santo que foi martirizado exatamente por confirmar sua fé em Cristo.

Fiéis carregam o andor na avenida São Sebastião
A imagem do santo sendo trazida para o centro da cidade: uma longa jornada

Os ibiunenses fazem essa peregrinação anual em gratidão por um milagre atribuído ao santo.

A “gripe espanhola”, nos anos de 1917 e 1918,  provocou milhares de mortes no mundo. Mas, a população de Ibiúna, segundo consta por uma promessa feita pedindo a proteção de São Sebastião, não foi atingida pela moléstia. A promessa consistia em trazer nos braços do povo a imagem do santo de sua capela até a Matriz de Nossa Senhora das Dores, no centro da cidade, onde é venerada por três dias.

BREVE HISTÓRIA DO SANTO

São Sebastião chegou ao posto de capitão e morreu aos 30 anos no ano de 286 D.C. por não renunciar sua fé em Jesus Cristo. Por ordem do imperador Deocleciano, num primeiro momento recebeu flechadas às quais sobreviveu graças aos cuidados de uma mulher, mas em seguida foi espancado até a morte.

Naquele tempo a fé devia ser professada na figura do imperador e de diversos deuses, o que contrariava a fé cristã, monoteísta.

Sebastião tem origem no grego e significa “sagrado e venerável” e sua história é tão vária quanto rica na literatura católica. Ele é considerado protetor da humanidade contra a peste, a fome e as guerras.

ALEGRIA, AMOR E FÉ

A jovem repórter entrevista o padre Fábio Rosário que, junto com o padre Danilo, fizeram o roteiro da romaria

O pároco da Igreja Matriz de Ibiúna, padre Fábio Rosário, coordenador da 107ª Festa de São Sebastião e do Divino Espírito Santo deste ano, ao lado do padre Danilo, ao ser entrevistado pela jovem repórter da Rádio Space, assim sintetizou a essência  da maior festa religiosa do município de Ibiúna:

“[A festa] é toda essa alegria, todo esse amor e toda essa fé.”

A concentração dos fiéis em torno do andor de São Sebastião
Na rua XV de Novembro, já próximo da praça da Matriz
A rua XV de Novembro absolutamente tomada pela população
Os cavaleiros que foram buscar a imagem no bairro do Pocinho chegam à praça da Matriz
Na avenida São Sebastião
As bandeiras como símbolos da fé

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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