IBIÚNA – IGATS, PREFEITO, E 162 CREDORES: VERGONHA!

Estive ontem (15) pela manhã no Hospital Municipal de Ibiúna – HMI. Observei que há sinais de melhorias evidentes, depois que nova empresa assumiu a sua gestão.

O laboratório de análises está funcionando, assim como o raio-X, as poltronas gastas e quebradas onde os pacientes recebem soro foram substituídas por novas, o clima emocional dos profissionais de saúde é otimista e esperançoso.

No entanto, é absolutamente vergonhosa a situação a que estão submetidos 162 profissionais demitidos pelo Igats, cuja gestão foi encerrada, que até o momento não receberam seus direitos trabalhistas, como salário, INSS, FGTS, 13º. Nesse aspecto, o ambiente interno é de extremo descontentamento, por usar uma palavra elegante.

Tanto o Igats, que segundo o prefeito alegou não ter caixa para honrar os pagamentos, quanto a Prefeitura são responsáveis pela quitação dessas dívidas. Se a empresa não paga, cabe ao prefeito determinar o pagamento na condição de responsável subsidiário dos termos estabelecidos no contrato com a prestadora de serviço.

E esse é hoje o principal problema vivido pelos profissionais que atuam no HMI que, pela natureza da própria função de curar e até mesmo salvar vidas humanas, vivem numa constante tensão que exige decisões e ações rápidas.

Pude, mais uma vez, durante as horas em que permaneci no interior do hospital, testemunhar a dedicação tanto dos médicos quanto do pessoal de enfermagem que, apesar de não receberem seus direitos, prosseguem exercendo seus cargos com a responsabilidade de cuidar de vidas.

Entendemos que o prefeito [na foto acima no laboratório de análises] queira demonstrar as melhorias que estão sendo incorporadas no hospital, mas enquanto não resolver a questão dos direitos dos 162 trabalhadores demitidos pelo Igats, continuará no mínimo com dívida moral perante eles e a população. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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