IBIÚNA – DESMAZELO MARCA A PRAÇA MAIS BONITA DA CIDADE

Embora pequena e encravada no coração da cidade de Ibiúna, a praça Monsenhor Antônio Pepe, mais conhecida como ‘Praça do Fórum’, é a mais arborizada e bonita da cidade, ainda que seja notório o desmazelo em sua conservação.

Ela abriga o marco zero da cidade, uma pequena pedra com as marcas quase apagadas dos pontos cardeais e árvores exóticas, como a “maçã elefante” nativa da Ásia, principalmente na Índia.

Ali se encontra também um prédio construído com taipa, uma técnica milenar que utiliza terra crua, água e fibras naturais há mais de 130 anos para abrigar a cadeia pública da cidade, atualmente sede do Fórum da Comarca de Ibiúna.

SITUAÇÃO DEPLORÁVEL

“Como a pracinha mais arborizada da nossa cidade pode se encontrar nesse estado deplorável de conservação?”, indagou uma leitora depois de ver o primeiro programa “MURINHO DA VERDADE” que foi ao ar neste domingo (16) na TVUNA.

Na verdade o programa não mostrou a praça e sim uma entrevista com um músico local, mas a fez lembrar da situação da praça que ela observa sempre que passa por lá.

É verdade que uma parte do problema é causado por comportamentos de vândalos que acabam danificando bancos e mesas de cimento, mas igualmente é preciso que as autoridades reajam melhorando as condições do local e cuidando de sua preservação e segurança, ainda que sempre haja policiais militares vigiando a entrada do Fórum.

De fato, o panorama visual mostra uma situação de abandono, com os canteiros desprovidos de flores ou folhagens, mas com folhas e ramos de coqueiros caídos e também a presença de lixo, bancos e mesas quebrados.

Até o marco do centro geográfico que se localiza sobre um canteiro localizado perto da esquina das ruas Pinduca Soares e Zico Soares aparenta abandono, com as indicações dos pontos cardeais quase apagados.

Cadê o banco que estava aqui?
Mesa de cimento com o tampo quebrado e sem os bancos: vandalismo lamentável
Nos canteiros se acumulam folhas de palmeiras
A impressão de desmazelo é notável

CUIDADO NECESSÁRIO

Ainda que se encontre nessa situação, na praça se realiza uma feira de artesanato e as pessoas vão ali também para apreciar guloseimas, como pastéis, bolos ou degustar um sorvete nos dias mais quentes, ou bater papo com amigos e colegas de escola.

Eis as manifestações de alguns leitores de vitrine online:

Alencar Corrêa: “Poderiam conservar melhor os jardins, bancos e iluminação dessa praça que está com cara de abandonada.”

Vera Lúcia Consiglio: “Essa pracinha do Fórum tá abandonada, não fazem mais manutenção, não plantam flores, o ambiente está precisando né, a praça da Matriz também tá uma praça sem vida, [é preciso] mais amor pela nossa cidade, por isso São Roque é uma cidade bonita e bem cuidada, é o que vejo quando vou lá.”

“Misael Santana de Oliveira: “Esse prédio do Fórum seria interessante ser transformado em um museu histórico da cidade.”

Izildinha Arruda: “[o prédio] Era cadeia. Eu me lembro, era adolescente, os presos ficavam nas grades assobiando e mexendo com a gente na passagem pela rua.”

Ana Célia dos Santos: “Adoro esta praça, muito gostosa de ficar de tarde na sombra.”

Falta de conservação é visível na fachada do Fórum
Parede loteral do Fórum
maçã de elefante com fruto, uma árvore exótica na praça
O marco zero define as distâncias entre Ibiúna e outras cidades: precisa de restauro

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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