IBIÚNA – PARTE DAS DEPENDÊNCIAS DO CAPS II É INTERDITADA

Provável sintoma de uma situação que indica a falta de uma política de saúde pública congruente, agora nos chega a pouco surpreendente informação de que parte das dependências do Centro de Atenção Psicossocial II (adulto) foi interditada pelo setor de engenharia da Prefeitura.

Um integrante do Conselho Municipal de Saúde visitou o local e confirmou essa medida aparentemente cautelar. Ao percorrer as dependências da unidade concluiu, pelas precárias condições visíveis, que se a Vigilância Sanitária fiscalizar o local provavelmente determinará uma interdição completa.

Salas para atendimento psicológico inadequadas para manter a privacidade das consultas e até mesmo a falta de receituário próprio foram notadas.

Há cerca de três meses funcionários de obras da Prefeitura, ao irem ao local para fazer um pequeno reparo no telhado, constaram que a caixa d’água estava sem tampa e muito suja e inadequada para uso.

ATENDIMENTO

Além disso, e mais grave, considerando a natureza das enfermidades dos pacientes, existem apenas dois médicos para atender 3.000 pacientes. A fila de espera atual é de 800 pacientes.

Outro fato preocupante: há 40 a 50 trocas de receitas por dia, sem a presença do médico e os retornos ocorrem com intervalos de até um ano, o que pode provocar consequência adversas no estado dos pacientes. (C.R.)

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *