IML CONSTATA LESÃO NO PÉ DO JORNALISTA ATROPELADO POR UMA FUNCIONÁRIA DO HOSPITAL
A cobertura das chuvas e suas dramáticas consequências no município de Ibiúna mereciam melhor cobertura da TVUNA e de vitrine online, [assim como as celebrações da padroeira da cidade]. Afinal, afetou a vida de muitas famílias, especialmente as que residem nos bairros rurais. Claro: o dilúvio deste fim de inverno afetou inúmeras outras cidades no estado.
FATO INTRANSPONÍVEL Isso não aconteceu até o momento presente devido a um fato instransponível: o repórter de ambas as publicações, no dia 28 de agosto, quando gravava a assembleia dos trabalhadores do Hospital Municipal, em frente à Casa da Gestante, foi atropelado e teve seu pé esquerdo literalmente esmagado pela roda de um carro dirigido por uma técnica de enfermagem do próprio hospital, onde atua como instrumentadora.
Em nenhum momento ela parou o veículo que dirigia para prestar socorro ou mesmo saber dos ferimentos que provocara. Simplesmente seguiu adiante deixando para trás o que fizera.
Ontem (14) foi dia de ir ao Instituto Médico Legal, em Sorocaba, onde foi constatada a lesão.

LESÃO DOLORIDA No dia 5 de outubro, uma médica do Hospital Municipal de Ibiúna onde a autora trabalha fez o seguinte laudo, que já foi juntado ao BO na Delegacia de Polícia de Ibiúna: “Exame físico. Pé esquerdo com lesão de aproximadamente 15 cm, lesão hiperêmica, edema 3+/4+, sinais flogísticos (rubor, calor, edema).”
Isto depois de a vítima já tendo tomado antibiótico, anti-inflamatório e utilizado pomadas, além de analgésicos, porque sentiu muita dor.
“PAGO TUDO” Escrevo isso não para comover quem quer que seja ou provocar gestos de solidariedade, mas com senso de responsabilidade quanto à conduta de uma pessoa que exerce a profissão de cuidar da saúde ter um comportamento tão inconsequente. A única coisa que ela pronunciou quando a vítima dizia que ela tinha passado sobre o seu pé foi: “Entra aí que eu pago tudo”, aparentemente se referindo ao hospital, diante do qual nos encontrávamos.
POR TRÁS Só mais um pormenor: ela atingiu o corpo do repórter por trás, sem que ele pudesse ver a aproximação do veículo, enquanto ele gravava o movimento de dezenas de pessoas do próprio hospital que estavam em assembleia para aprovar (ou rejeitar) a proposta do prefeito para pagamento das dívidas trabalhistas que foram deixadas pela empresa que geria o hospital, envolvendo 162 profissionais da saúde e cerca de 25 mulheres que trabalhavam na limpeza.

Carlos Rossini é jornalista, diretor da TVUNA e editor de vitrine online
P.S.: Seria o cúmulo um jornalista que dedica a sua vida a informar a população, como uma forma de prestação de serviço, deixar de lado e esquecer esse fato. Simplesmente virou notícia, como acontece com inúmeras pessoas.
