IBIÚNA – 350 IBIUNESES ESTÃO NA FILA DE ESPERA PARA CIRURGIA DE COLUNA
Eles são 350 ibiunenses, homens e mulheres, de idades variadas. Convivem diariamente com dor às vezes intensa e nem sempre controlada por analgésicos potentes. Todos têm indicação para cirurgia de coluna.
Muitos estão, desde 2022, na angustiante na fila de espera para serem encaminhados para um hospital, a fim de serem submetidos ao procedimento cirúrgico, sem nenhuma perspectiva alentadora.
A Central de Regulação do município, que atua no sistema SUS, apesar de todo o esforço e dedicação, encontra-se “amarrada” diante de uma situação operacional intransponível: não tem para onde encaminhar esses pacientes que necessitam procedimento de alta complexidade.
O AME Sorocaba, por exemplo, não atende os pacientes com diagnóstico fechado indicando a cirurgia considerada complexa. O Conjunto Hospitalar Sorocaba – CHS, referência para Ibiúna, descontinuou o atendimento desses casos, não se sabe até o momento o motivo.
Talvez isso esteja ocorrendo por falta de profissionais cirurgiões especializados, fila de cirurgia reprimida ou mesmo a necessidade de estabelecimento de novos acordos de atendimentos, entre as autoridades do município e o hospital.
O CHS atende a 48 municípios da região administrativa de Sorocaba e tem sido alvo de críticas e até mesmo de uma CPI na Câmara Municipal de Sorocaba pelos vários problemas na área de atendimento efetivo aos pacientes.
O fato é que Ibiúna não tem como encaminhar esses 350 pacientes que estão sobrevivendo a cada dia com dores às vezes insuportáveis e estão, muitos deles, afastados do trabalho ou incapazes de realizar atividades em decorrência dos limites impostos pela enfermidade.
Em geral, esses pacientes já passaram por tratamentos conservadores, como fisioterapia e medicamentos, com resultados apenas paliativos.
Dependendo da gravidade, como hérnias de disco severas ou estenose espinhal, tarefas simples como caminhar curtas distâncias, sentar por muito tempo ou simplesmente dormir tornam-se difíceis.
Além do mais, conviver diariamente com dor e a ansiedade frente ao procedimento cirúrgico, que estão fora de perspectiva de agendamento, gera um desgaste psicológico significativo, conforme um desses pacientes nos relatou.
Em média, no Brasil, uma cirurgia de coluna particular custa entre R$ 15.000,00 e R$ 80.000,00, dependendo da técnica, dos materiais utilizados e do hospital escolhido.
AÇÃO DAS AUTORIDADES
Esses pacientes pedem que a Secretaria da Saúde de Ibiúna e, mesmo o prefeito, que demonstra ter notável aproximação com o governador do estado, tomem iniciativa para equacionar esse grave problema de saúde pública que afeta 350 famílias.
Afinal, o governador reeleito, em sua campanha eleitoral, que teve um gigantesco volume de votos nos municípios paulistas, não sendo diferente em Ibiúna, prometeu reduzir filas nos hospitais estaduais, assim como inaugurar novas unidades para melhorar a oferta diante da demanda na área da saúde.
“Nós esperamos uma resposta do prefeito e da secretária da Saúde”, declarou um desses pacientes a vitrine online.(C.R.)
