UM SIMPLES PITACO SOBRE A ELEIÇÃO DESTE DOMINGO
Estou mais uma vez diante do livro “Justiça”, de Michael J. Sandel, um respeitado professor da renomada Universidade de Harvard. O subtítulo da obra explica o seu conteúdo: “O que é fazer a coisa certa” [editora Civilização Brasileira, 2016].
Um comentarista classifica o “Justiça” como uma escrita “acessível e profundamente humana”.
Antes de prosseguir, gostaria de esclarecer que ganhei este livro de um dos meus alunos ibiunenses da Faculdade Montessori no dia 19 de maio de 2016. Lamento não identificar a assinatura, mas renovo minha gratidão também pela dedicatória: “Professor Rossini, que seu senso ético seja aguçado pelos conceitos desta obra.”
De alguma forma, de repente, resolvi associar a leitura com as eleições deste domingo e de cara começando com o ensinamento do filósofo grego Aristóteles: “Justiça significa dar às pessoas o que elas merecem.”
Então, ao votarem e elegerem um dos dois candidatos, os eleitores estarão escolhendo como pretendem viver nos próximos anos e décadas, porque será esse o resultado do escrutínio.
Depois da decisão eleitoral, não haverá volta ou espaço útil para arrependimentos. Todos terão que pagar a conta, alguns infinitamente mais do que outros.
Como saber se com o nosso voto estaremos fazendo a coisa certa?
Talvez o primeiro passo seja fazer um bom uso da razão e não da paixão política fanática. Se o seu voto for decidido, não sob influência do medo, do ódio, da obediência cega a comandos de massa elaborados por marqueteiros sagazes, mas com liberdade autônoma, então você não terá motivo para se culpar a posteriori.
Vale repetir a pergunta. Em que país os eleitores pretendem viver a partir de janeiro de 2027, do ponto de vista do regime democrático, que ainda esteja sempre sujeito a relações de poder que se entrechocam, tem mantido a identidade do povo brasileiro?
Justiça que é o tema destas linhas, de modo simplificado, quer dizer aquilo que é bom, bom para todos e não apenas para alguns.
E é isso que o eleitor deve ter em mente: votar naquele que representa o que é (ou será) bom para todo o povo brasileiro. Ou seja: como serão administradas a renda e a riqueza do país, os deveres e direitos, poderes e oportunidades.
Em suma neste domingo estaremos diante da urna eletrônica e teremos somente dois personagens na tela. É importante que você, não importa a sua idade, exerça esse direito que repercute em sua própria vida.
Ao clicar, você estará dizendo quem será bom para o país e a responsabilidade será sua, de dezenas de milhões de brasileiros.
Se a maioria fizer a escolha sensata, tomara que assim seja, e isso só o tempo dirá, você optou pelo tipo de sociedade realmente quer viver. Carlos Rossini é diretor da TVUNA e editor de vitrine online)
