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TRÊS PROBLEMAS APONTADOS POR LEITORES NA MAIS MOVIMENTADA AVENIDA DE IBIÚNA VIRAM DESAFIO PARA VITRINE ONLINE

treccho 1Há poucos dias, acolhendo manifestação de uma leitora e um leitor, vitrine online decidiu encarar três desafios em sua função de prestar serviços à comunidade, todos relacionados com a avenida Antônio Falci, a mais movimentada da cidade de Ibiúna. Contornando a área urbana, essa via permite acesso a São Paulo, de um lado, e, de outro, ao município de Piedade e ao sul do país ou à região de Sorocaba, através da rodovia Bunjiro Nakao, da qual é um prolongamento.

A revista publicou as seguintes notícias: 1. o serviço de tapa-buracos realizado pelo DER na rotatória próxima ao Posto Ipiranga, altura do número 500, foi notoriamente malfeito; dois dias depois já havia novos buracos e o asfalto se esfarelou; agora surgiu um “calombo” que pode surpreender os motoristas; 2. na entrada da cidade, altura do km 72,300, próximo à sede da Polícia Militar, uma valeta [se aprofundou com as últimas chuvas]segue rente à pista de rolamento. Se por alguma razão um veículo tiver que fazer um desvio, as rodas podem cair ali e ficarem  travadas ficando fora do controle do motorista. Recentemente, isso aconteceu com um caminhão. Como o local [com cerca de 50 metros de extensão] fica numa curva, há sempre o perigo de um acidente; 3. Uma leitora, preocupada com as doenças causadas por mosquitos, denunciou que na altura do nº 3.100, da avenida, havia uma grande poça de água parada, que ela disse tratar-se de esgoto a céu aberto e propício para proliferação desses insetos, hoje temidos no Brasil e em diversos outros países. Na realidade, como apuramos, tratava-se de água acumulada de uma mina ali existente.

Pois bem. A partir da publicação das notícias, o editor de vitrine online relatou os três fatos ao diretor do DER em Piedade, Wilson Roberto Arantes, e pediu que lesse as notícias e, especialmente, que determinasse os devidos reparos dos problemas. Dias depois, em novo contato, ele disse que tinha destacado uma equipe para verificar os três casos e, em seguida, que tomaria as providências, o que foi ratificado ontem (2), em novo contato telefônico.

buracos novo

reparo

UMA COISA LEVA À OUTRA

Ao ir ao local apontado pela leitora, o editor da revista constatou de fato a existência de um grande acúmulo de água na altura do nº 3.100, junto à margem da rodovia. Deste ponto, as águas escorriam pela pista de rolamento da avenida, o que fez com que muitos buracos fossem abertos [alguns profundos], devido tanto à quantidade quanto aos tipos de veículos que transitam por ali, incluindo carretas e caminhões carregados de mercadorias, ônibus, etc. Nesse ponto, devido ao excesso de buracos os veículos tinham que passar lentamente, às vezes parando. Um caminhão quase tombou e o motorista de uma pick-up se assustou quando sentiu a roda afundar bruscamente num buraco com cerca de meio metro de profundidade escondido pela água barrenta.

Vitrine online entrou em contato com o gerente da Sabesp em Ibiúna, Tiago Ramos, ao qual relatou a situação. Ele informou que a água empoçada na margem da pista, há mais de um ano, é na realidade de uma mina ali existente. Disse que talvez o proprietário do terreno tenha feito uma escavação e a água da mina começou a brotar e se acumular.

A verdade, no entanto, como apurou vitrine online, está relacionada com a pista da ciclovia, pois um dreno de pedras ligava a mina ao outro lado da pista onde fica o brejão. Em algum momento, talvez no aterramento da ciclovia a saída da água do outro lado foi tapada impedindo o fluxo e, portanto, a drenagem da água da mina se acumulou no local transbordando para a avenida.

drenado

água da mina

Procuramos pelo secretário de Desenvolvimento Urbano da prefeitura, Ulisses Levi Rocha Pessoa, ao qual apresentamos o problema. Ele ficou de notificar o proprietário do terreno e dar um jeito de resolvê-lo. Pessoa nos informou que a prefeitura havia pedido autorização do DER para implantar tubos de cimento sob a pista, a fim de permitir a passagem da água de um lado para o outro. É uma operação que interfere no fluxo viário que terá que passar por meia pista de cada vez.

Numa decisão de emergência, viabilizou na quinta e na sexta-feira passadas que a própria prefeitura tapasse os buracos já que representavam perigo [seu próprio carro quase teve quebrado o carter]. Como o DER já havia programado tapar aqueles buracos, a empresa contratada com essa finalidade foi ao local na segunda-feira (29) e concluiu a operação. Mas informamos o diretor do DER que o serviço aparenta ter sido malfeito e não deverá resistir senão por alguns dias. Ele informou que, na realidade, se trata de uma obra emergencial e que assim que pararem um pouco as chuvas que um novo serviço de tapa-buracos será feito no mesmo local.

DESOBSTRUÇÃO DO DRENO

O trabalho de desobstrução do dreno executado pela prefeitura provocou uma grande movimentação de terra correspondente ao barranco da ciclovia. Aparentemente, o problema do escoamento da água da mina foi solucionado [o gerente da Sabesp informou ao editor de vitrine online pelo Fabebook] e o buraco onde se localiza a mina, já drenado, será aterrado e isso ficou acertado com o proprietário do terreno.

Pessoa informou hoje que a prefeitura deverá receber nesta sexta-feira (4) tubos de 60 cm de diâmetro por 1,5m de comprimento, de concreto armado com ferro, para resistir ao peso dos veículos. Chegou pensar em iniciar o serviço imediatamente, mas considerou melhor iniciá-lo na segunda-feira pois, normalmente o pessoal de fora [são milhares às vezes] vem passar o fim de semana em Ibiúna e isso geraria um grande desconforto para todos e congestionamento na avenida.

CICLOVIA PRECISARÁ DE ARRIMO

A movimentação de terra para desobstruir o dreno fez com que um trecho da ciclovia ficasse comprometido, com risco de desmoronar. Ali se vê que as placas de concreto se desprenderam e o barranco ficou rente a uma das faixas de caminhada. Esse problema também foi relatado ao secretário de Desenvolvimento Urbano que informou que será implantado um arrimo, a fim de assegurar que a ciclovia não desmorone. De qualquer forma, quem utiliza o local precisa ficar atento para não cair no buraco barrento do lado externo da ciclovia. (Carlos Rossini)

Nota da Redação: está notícia entrou em pormenores com o objetivo de ressaltar que resolver problemas dá trabalho e que, talvez por isso, muitos problemas ficam sem solução. Registramos que ao entrar em contato com o secretário Ulisses Pessoa ele, atenciosamente e interessado, tomou para si resolver essa questão, cuja atribuição diz respeito à Secretaria de Obras da prefeitura.

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