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ELEIÇÕES 2016 – POLARIZAR DISPUTA DA PREFEITURA REFLETE DESEJO DE LANÇAR NOVAS PERSPECTIVAS PARA IBIÚNA

eleições 2016

Na primavera, daqui a menos de sete meses, exatamente no dia 2 de outubro, mês em que se comemoram o Dia da Criança, de Nossa Senhora Aparecida e o Dia do Professor, a população de Ibiúna vai decidir o futuro do município. Nessa data, vai eleger prefeito, vice e quinze vereadores que vão cuidar da cidade nos próximos quatro anos, a partir do dia 1º de janeiro de 2017. Como este ano é bissexto, outra oportunidade igual de mudança, sobretudo de mentalidade política inovadora, só ocorrerá em 2020.

Nessa composição, se pronuncia uma riqueza de simbolismos positivos de bom augúrio para os ibiunenses, que merecem ser destacados, até mesmo para que realmente se confirmem, porque todos merecem uma vida melhor.

O primeiro é a estação do ano, Primavera, que, etimologicamente, significa as primícias, ou os primeiros frutos colhidos, e também, no sentido figurado, a infância e a juventude, o novo início. O segundo, coincidentemente, é o Dia da Criança, o ressurgimento da vida, vida nova, esperança. O terceiro, Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que poderá ser evocada para que haja um milagre em Ibiúna com uma feliz convergência entre o desejo de mudança e sua realização. E, por último, mas igualmente importante, o Dia do Professor, que é o emblema da educação, da formação dos cidadãos, transmissores dos conhecimentos indispensáveis para se viver em sociedade.

Os tecidos políticos que estão sendo costurados por diversos grupos  apontam, neste momento, dois caminhos. Um deles permite vislumbrar o surgimento de seis ou sete candidatos ao cargo de prefeito, apesar de que nem todos os nomes que forem apontados terão “fôlego” suficiente para manterem-se constantes até o final de uma linha ascendente. Se assim se consolidar a disputa, como ocorreu em 2012, boa parte dos votos poderá se segmentar entre as diversas candidaturas, que fazem parte do processo democrático natural, o que deixará espaço de conquista para dois ou três nomes com maior densidade e poder eleitoral.

Outro caminho, que poderá vingar ou não, é uma busca, que depende de uma grande habilidade de articulação política, de se conduzir o processo para se estabelecer uma polarização na disputa, pondo em cotejo dois candidatos, digamos um da situação, outro de oposição. Essa premissa se deve, sobretudo, a presumida força política do atual prefeito, Fábio Bello, que concluirá no dia 31 de dezembro seu terceiro mandato no Executivo que terá durado exatamente dois anos e sete meses.

Essa preocupação é perceptível especialmente em munícipes contrários ao continuísmo no poder e, como muitos, continuam em dúvida se ele poderá ou não ser candidato do ponto de vista jurídico, mesmo porque na decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o manteve no cargo, o ministro Gilmar Mendes, ao justificar seu voto favorável à sua permanência, ressalvou, no entanto, que estaria sujeito a impedimento no futuro (nas próximas eleições). Se essa hipótese ocorrer, mesmo assim, ele poderá apadrinhar uma candidatura de sua confiança. Assim, entendem os defensores de uma polarização, o candidato “oposicionista” poderia arrebanhar votos cujos destinos, por princípio, iriam ser distribuídos entre os demais postulantes, enfraquecendo a força oposicionista.

MONTAGENS ESTRATÉGICAS

De um modo ou de outro, os estrategistas políticos passam, a partir de agora, a se concentrar nos resultados das pesquisas das tendências eleitorais, fundamentais para articular alianças, obter apoio, atrair candidatos a vereador para adicionar votos às respectivas legendas e realizar captação de votos na área rural, onde se concentram 60% dos eleitores do município de Ibiúna.

O recente anúncio da chegada do ex-prefeito Eduardo Anselmo ao Partido Progressista e expondo sua condição de pré-candidato ao Executivo fez com que os diretórios municipais reavaliassem suas análises de composição. O motivo tem fundamento no resultado das eleições de 2012, quando o colégio eleitoral somava 56.712 eleitores. Fábio Bello (PMDB) obteve 19.096 votos (33,67%), contra 16.224 (28,61%) obtidos por Eduardo Anselmo, ou seja, uma diferença de 2.872 sufrágios a favor de Bello. Este ano (2016), o número de eleitores ultrapassou a casa dos 58.000, representando um aumento de algo em torno de 2.000 novos votantes, incluindo jovens eleitores pela primeira vez.

Os votos atribuídos aos demais quatro candidatos a prefeito – Paulinho da Saúde (DEM), 3.018 (5,32%); Charles Guimarães (PRB), 2.141 (3,78%); Waldirzinho Sobrinho (PSDB), 1.325 (2,34%); Waldir Ibigospel (PSB), 145 (0,26%) – somaram 6.629 votos. Esse resultado confirma que a última eleição para prefeito em Ibiúna foi nitidamente polarizada.

PRÓS E CONTRAS

Se Bello, com notória experiência na máquina administrativa e política, construiu a imagem de um prefeito “que faz”, baseada na memória pública de sua primeira administração e em parte da segunda, sua atual gestão estaria se “desfigurando”, por causa de um desempenho considerado “fraco”, do ponto de vista de seus adversários políticos e parcelas consideráveis da população. A propósito, têm aparecido nas redes sociais cada vez mais reclamações sobre as péssimas condições das estradas, más condições dos prédios escolares, dos postos de saúde, entre outras queixas.

As notícias ilustradas enaltecendo obras de recuperação de estradas ou reformas de escolas publicadas no “Imprensa Oficial”, em jornais impressos da cidade e afixadas em um painel na entrada do Paço Municipal parecem não estar conseguindo neutralizar a tendência do aumento de queixas generalizadas sobre as condições precárias das estradas na vasta área rural do município.

Se o ex-prefeito Eduardo Anselmo projetou uma imagem em parte decepcionante para uma parcela de seus próprios eleitores, no sentido de que deveria ter agido com pulso firme perante seus auxiliares diretos e ser mais atuante nas decisões governamentais e de modo mais realizador, agora terá a oportunidade de se considerar merecedor de uma segunda chance para cumprir um mandato de tempo integral e sem a interferência de interrupções.

Ele reconheceu suas falhas e afirmou ter “aprendido o suficiente para evitá-las, pela experiência adquirida nos dezessete meses em que esteve à frente do Executivo”, conforme afirmou esta semana à vitrine online, quando foi entrevistado sobre sua mudança partidária e disposição para se tornar pré-candidato. Disse ainda ter tomado essa decisão “em respeito aos seus eleitores e à população ibiunense” e motivado por “tudo que aprendi e que planejo realizar para o bem de todos em nossa cidade”.

TELA ELEITORAL

A falta de dados consistentes dificulta neste momento tecer comentários sobre os demais nomes citados no cenário das pré-candidaturas até o presente, relacionados a seguir por ordem alfabética: André Camargo (PSOL), Bruno Machado (PSOL), Carlos Roberto Marques Jr. (PSB), Eliseu Dias (PRB), João Mello (PSD), Nill Oliveira (PSOL) Leandro David Godinho (PSDB), José Giancoli (PSDB), Paulo Sasaki (PTB), Waldemar Cardoso (Solidariedade), Weldy Soares (PSDB).

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Carlos Rossini é editor de vitrine online e a partir de agora “O repórter da cidade”, com vídeorreportagens de rua, prestação de serviços, seus direitos. É também colaborador da TV Ibiúna, com programa ao vivo todas às quartas-feiras.

Nota da Redação: Esta notícia foi postada novamente no dia de hoje (5.3.2016) com o objetivo de corrigir dois números incorretos e acrescentar mais informações a fim de proporcionar aos eleitores lembrar de fatos objetivos em relação aos resultados das eleições de 2012. Os novos dados deixaram claro que o pleito daquele ano foi polarizado entre os candidatos Fábio Bello e prof. Eduardo Anselmo.

 

 

 

 

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