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“ÍNDICE DE CÂNCER DE PELE NA ÁREA RURAL DE IBIÚNA É PREOCUPANTE”, ADVERTE DERMATOLOGISTA

dr. Luiz Fernando

“O índice de cânceres de pele nas pessoas que vivem debaixo de sol o dia todo no trabalho das lavoras no município de Ibiúna é preocupante.”

Essa advertência foi feita pelo médico dermatologista Luís Fernando Uribe Lozano, médico do Hospital Municipal de Ibiúna há quinze anos, em entrevista veiculada pela TVNG [para ver a entrevista basta clicar TVNG no Facebook ou Youtube] ao jornalista Carlos Rossini, apresentador do programa “Cara a Cara”.

“Tenho pego casos graves e observo que estão aparecendo doenças em pessoas cada vez mais jovens, com vinte anos. Antes isso era mais raro”, assinalou o dermatologista que tem operado muitos pacientes que vêm da roça.

Dr. Luiz Fernando atende também em um hospital em Barueri e observa que lá os casos de câncer de pele são mais raros “porque as pessoas trabalham dentro de fábricas e escritórios e não expostas diretamente ao sol”.

“Atualmente – acrescentou – existem roupas que protegem a pele contra os raios solares, como bonés, chapéus, calças, camisas, capaz que não são tão caras assim, além dos filtros solares que já chegam à proteção 100, estes sim de custos mais altos, mas que devem fazer parte da proteção diária dos indivíduos, como EPI – Equipamento de Proteção Individual, conforme prescrito na normas do Ministério do Trabalho.”

Essas providências, na verdade, são maneiras de evitar ao máximo que a pele seja lesada gravemente, já que os efeitos dos raios solares são cumulativos, isto é, a doença pode aparecer ao longo do tempo debaixo de continuada insolação sobre o corpo, principalmente rosto, cabeça, braços e mãos. “As roupas que os lavradores usam apresentam nível de proteção 4”, muito baixo para assegurar a proteção necessária.”

Durante a entrevista, foi sugerido que tanto as autoridades da saúde do município, quanto os sindicatos rurais patronais e dos trabalhadores adotem providências conjuntas, a fim de que esse grave problema de saúde seja enfrentado realmente.

O médico lembrou que os cânceres de pele que mais crescem no mundo, devido ao buraco na camada de ozônio, ao uso intensivo de agrotóxicos, quando diagnosticados no início têm chance de cura de 90%, mas quando já se encontra em estado avançado o risco de morte é realmente alto, sobretudo quando se trata de melanoma.

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