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UMA TRAGÉDIA ECOLÓGICA ESTÁ EM CURSO NO MUNICÍPIO DE IBIÚNA

Lenta e silenciosamente, as águas dos córregos, rios e da represa Itupararanga vêm sendo contaminadas há anos pelo esgoto ou resíduos tóxicos são despejados de modo contínuo e crescente vindos tanto da área urbana quando dos bairros.

O rio Sorocabuçu – passa embaixo de uma ponte logo na entrada da cidade onde se localiza uma rotatória – é um exemplo dramático de uma crônica de uma morte anunciada, pois é ali que é coletada a água que abastece a cidade.

Além de receber esgoto que chega pelas galerias das águas pluviais (ninguém sabe dizer o número de ligações clandestinas para descarte dos domicílios), a informação de que vem recebendo o chorume do antigo lixão no bairro do Curral, que vem escorrendo para o Sorocabuçu.

Esse rio tem um potencial turístico inestimável. Como passa ao lado da ciclovia que deverá receber melhorias do atual governo, se suas águas ficassem livres da poluição poderia servir de um forte atrativo a visitantes de fins de semana.

Como está próximo da ciclovia, a prefeitura poderia criar um parque municipal ali, com árvores, estacionamento para ônibus e automóveis, praça de alimentação, área de lazer e brinquedos, que poderia atrair milhares de visitantes de fins de semana, como ocorre na região da Estrada do Vinho, em São Roque.

Assim como o Sorocabuçu, que se junta no Varjão com o rio Sorocamirim formando a nascente do rio Sorocaba, também o rio de Una se encontra poluído, tudo isso seguindo para a represa Itupararanga, um dos mais importantes patrimônios hídricos do município de Ibiúna.

A realidade é triste e preocupante e seria oportuno que a Sabesp, empresa responsável pela infraestrutura de fornecimento de água e de serviços de coleta e tratamento de esgoto no município revelasse a situação real e que forma a população poderia contribuir para diminuir os danos que estão em curso, porque muitos munícipes também são causadores diretos desse problema ao jogar ou esgoto em qualquer lugar, sem saber o perigo que isso representa. Muitos dos sérios problemas de verminose que se verifica por aqui tem origem nessa falta de conhecimento e mesmo de responsabilidade e respeito com o meio ambiente.

Já escrevi aqui e falei no programa “Cara a Cara” com o jornalista Carlos Rossini, transmitido da TVNG, de segunda a sexta-feira, que o turismo é uma fonte inestimável de renda tanto para o comércio quanto para os prestadores de serviço na cidade, mas se os estragos continuarem no ritmo observado o futuro turístico de Ibiúna estará comprometido.

De qualquer modo, tudo isso diz respeito a uma questão de saúde pública e as autoridades municipais e a população devem despertar e agir com uma energia e vigor objetivos e realistas, já que muito tempo se passou e muitos governantes da cidade nem sequer pensavam nesse assunto. Eram culturalmente cegos para esse tipo de problema. (Carlos Rossini)

 

 

 

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