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EM FÓRUM DE PREFEITOS – FURLAN ACUSA CONGRESSO NACIONAL DE SER O “MAIS COVARDE E BURRO DE TODA A REPÚBLICA”

“Esse é o Congresso mais covarde de toda a República. Não faz nenhuma reforma por conta do medo dos eleitores em 2018”, afirmou o prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB). Mais tarde, na mesma fala, assinalou: “Além de covardes, eles são burros, não sabem fazer reformas.” Foi aplaudido por mais de duzentas pessoas que se encontravam no auditório do Green Valley, um condomínio empresarial localizado em Alphaville.

Furlan, político experiente e prestigiado, foi um dos prefeitos (de mais de vinte e cinco) que participaram na tarde de ontem (30), do 1º Fórum do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo – Cioeste, composto por Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba. Vargem Grande deverá ser novo integrante do consórcio.

O principal objetivo do Cioeste “é estabelecer soluções regionais eficazes para questões locais, como a destinação de resíduos da construção, serviços da área da saúde, coordenação de defesa civil, mobilidade, campanhas contra endemias, entre outras”.

O certame foi dirigido pelo presidente do Cioeste e prefeito de Santana de Parnaíba, Elvis Leonardo Cesar, que, entre suas diversas manifestações como anfitrião, realçou que “ninguém resolve nada sozinho”, reforçando a finalidade orgânica do consórcio.

O vice-governador Márcio França, fez o discurso de abertura do evento, passou uma mensagem positiva para os participantes informando que há sinais de que a economia está se recuperando e que promete melhores resultados em 2018. No entanto, informou que em 2016, o Estado de São Paulo perdeu R$ 1 bilhão por mês em arrecadação de ICMS, por conta do declínio econômico do Brasil.

O prefeito de Ibiúna, João Mello, ainda que o município não integre a Região Metropolitana de São Paulo e sim à Administração da Região Sorocaba, foi convidado e participou do painel que discutiu assuntos relacionados à Educação. O prefeito ibiunense, em síntese, informou que 70% da população se localiza na área rural, tem três mil quilômetros de estradas e 1.058 km2 de extensão territorial e 74 escolas. Como todos os demais prefeitos, mencionou a falta de recursos para investir nos mais diferentes setores, mas que continua buscando soluções alternativas, investindo tanto na capacitação do corpo docente quanto dos servidores que trabalham nas escolas. Disse ainda que a prefeitura possui 2.200 funcionários, 1.100 dos quais atuam diretamente na área da Educação.

QUEIXA GERAL

Mesmo sendo a região uma das mais ricas do Brasil, que responde por cerca de 3% do PIB nacional [mais de R$ 133 bilhões, em 2013], a queixa geral dos integrantes do Cioeste foi a falta de recursos que deveriam ser disponibilizados aos municípios e que sofreram uma queda intensa de repasses federais e estaduais pela debilidade da economia brasileira.

O fórum teve a participação também de secretários de diversos municípios, presidentes de Câmaras e vereadores, além de funcionários vinculados diretamente ao staff dos prefeitos.

No clima das queixas, a voz mais saliente, mais uma vez, foi a de Rubens Furlan, sempre aplaudido. Ele declarou que “os municípios estão sucateados” e que o Governo Federal mantém o controle absoluto dos recursos que recebe dos municípios e administra como quer e conforme seus interesses.

“Esse é o pior Brasil que vi em toda a minha vida”, disse Furlan defendendo a ideia de que essa situação tem de ser “enfrentada”. Antes de assumir o governo de Barueri por cinco vezes, ele foi vereador, deputado estadual e federal, em quarenta anos de vida pública.

GESTÃO DE IMPACTO

No final do certame, os prefeitos assinaram a Primeira Carta do Cioeste sobre Gestão Municipal de Impacto, com o seguinte teor, na íntegra:

“Barueri, 30 de Agosto de 2017.

Considerando

A necessidade permanente de evoluir a Administração Pública, torná-la cada vez mais profissional e eficiente para melhorar a qualidade de vida das pessoas, bem como fortalecer as instituições democráticas, nos imprime a necessidade de conhecer, criar, aprimorar e propagar boas práticas de gestão, sobretudo nos seguintes termos:

. combate à corrupção e desperdício;

. transparência da gestão;

. desenvolvimento sustentável;

. inovação;

. soluções consorciadas e

. gestão fiscal;

Resolvem os prefeitos presentes neste Fórum Gestão Municipal de Impacto

Adotar a gestão municpal de impacto, tornando as políticas públicas mais transparentes, acessíveis e efetivas, tendo como referência a ética, a eficiência e a eficácia em suas gestões;

Cooperar mutuamente, copartilhando boas práticas de gestão e ideias inovadoras que aprimorem a qualidade de vida nas cidades e nas regiões metropolitanas e nas de interesses comuns, fortalecendo a democracia brasileira e suas instituições.;

Observar o marco dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como elemento de inspiração, planejamento e gestão de iniciativas municipais e intermunicipais.” – Elvis Leonardo Cezar, prefeito de Santana de Parnaíba, presidene do Cioeste.

 

 

 

 

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