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O BRASIL ACABOU; AGORA, É PRECISO ‘DESCOBRIR’ OUTRO PAÍS

O Brasil real está nas casas das pessoas, para quem as têm, claro, com suas peculiaridades. Há residências com Mercedes ou Ferrari na garagem, há aquelas que não têm o que comer.

Há dois nítidos brasis. O do Palácio do Planalto, o do Congresso Nacional, o do Superior Tribunal Federal. Esse estranho aglomerado institucional nada tem a ver com o Brasil real. Age independentemente sob a proteção das leis e de forças coercivas. Todas essas instituições, descaramento de seus protagonistas, estão com a credibilidade rastejando no chão.

Mas isso não parece incomodá-los. Tive a oportunidade de trabalhar um tempo em Brasília, na condição de jornalista, e como tal estar presente em algumas solenidades e reuniões e vi como os festins políticos brasilienses construíram uma realidade própria. O povo nem existe, serve apenas para elegê-los e mantê-los no poder e isso é o que basta!

Ali o poder se pratica em todos os tempos verbais, envolvendo status, sexo, drogas, mansões, carrões, piscinões, jantares e almoços fartos regados a dinheiro ilícito tirado dos brasileiros que nem imaginam esse paraíso de prazeres, vaidades e viagens fáceis.

Há uma impiedade sinistra contra pobres e doentes inserida num contexto ideológico histórico, envolvendo certas crenças religiosas empedernidas, de que a pobreza é uma doença e um castigo dos deuses àqueles que, por preguiça ou falta de percepção, se deixam levar pelas correntezas da vida.

Sim, o poder corrompe, já sabemos disso, mas em nosso caso, envolvendo as autoridades e empresários brasileiros, a fumaça da fogueira acendida há muito ultrapassou as nuvens cirrus, as mais altas entre todas. Será que o cheiro nauseante expelido da corrupção é capaz de chegar ao Olimpo e atrair a ira dos deuses?

Todos se esquecem que são humanos e sujeitos à degradação natural e isso seria um dos motivos profundos do que fazem: criar a falsa ilusão de imortalidade pela obtenção e acúmulo ilimitado de bens. Eles têm consciência disso e o que fazem, uns mais outros menos, de acordo com o tamanho de suas posses, é tirar o melhor proveito das situações. O resto pode ser o silêncio shakespeariano, mas os vermes serão com eles implacáveis, mas isso já não é vantagem alguma! (Carlos Rossini)

 

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