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REDES SOCIAIS PRESSIONAM, INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS SE FECHAM

As redes sociais, surgidas no genial cenário criado pela internet, algumas locais, outras regionais ou planetárias, refletem a cultura e o comportamento da humanidade de forma jamais vista. As postagens, aos bilhões, imprimem nas telas em uma dinâmica vertiginosa o interior da vastidão de indivíduos no que eles têm de escatológico e/ou excelsitude.

Para os que deploram termos “inusuais”, o primeiro representa o produto que os humanos fazem no troninho, e o segundo, as coisas sublimes e de grandes altitudes criadas pelas almas sensíveis e elevadas.

Como o estágio civilizatório ainda anda – ou continua – capenga, é possível observar mais produtos escatológicos do que excelsitudes, pois assim caminha a humanidade há longo tempo! Exatamente por isso, tanto pessoas como as instituições cada dia mais procuram se proteger de insidiosos ataques degenerados na origem. Aí se incluem, num território digno de guerrilheiros eletrônicos, os hackers, e uns tipos ainda mais destrutivos, os crackers, que provocam a quebra de um sistema de segurança, que pode atingir grande extensões das redes.

Entendo quase nada desse assunto, tecnologicamente falando, mas verifico diariamente o que surge nas telas dos smartfones e dos notebooks: há coisas sublimes, mas a magnitude da baixeza é insuperável. Chega a ser deplorável o que se vê e se ouve e, por isso mesmo, os indivíduos precisam se defender de influências tão nefastas e irresponsáveis.

Venho preconizando a atitude NÃO para neutralizar o excesso de toxicidade nas mentes humanas já tão atribuladas com as questões de sobrevivência mínima, pelo menos no que diz respeito à maioria da população brasileira.

As instituições públicas e privadas vêm armando suas defesas porque precisam se preservar e sobreviver, como acontece com os indivíduos somente que em uma escala mais ampla. No Brasil, a palavra transparência é mais uma figura de retórica do que uma prática efetiva. Fecham suas portas cada vez mais, proíbem seus integrantes de prestar informações e constituem uma espécie de casulo para assegurar a prosperidade da lagarta, criam toda sorte de burocracia e dificuldades para evitar ou impedir atos declaratórios ou vazamentos de questões internas para o domínio público.

Essa atitude, no entanto, não consegue equacionar as questões reais dessas organizações que, na verdade, parecem temer que apareçam as sujeiras que pretendem esconder do olhar público. Isso é cada vez mais difícil exatamente nesses tempos de redes sociais que funcionam com uma profusão de câmeras e ouvidos eletrônicos instalados em pequenos aparelhos cada vez mais eficientes em registrar imagens e sons.

O que pode estar sendo esquecida ou desprezada é a exigência da realidade do mundo que tem que andar para a frente e se oxigenar exatamente nas relações explícitas e não por meio de conduta congelantes como se o mundo coubesse dentro de uma redoma e nela fosse capaz de se reproduzir como as plantas nas estufas.

Na realidade, parece que essa situação paradoxal está a exigir uma nova forma de observação e de postura diante da realidade objetiva, além de coragem, ousadia e criatividade, uma vez que a realidade é tão dinâmica quanto surpreendente. Estamos todos passando por um teste de adaptação formidável, dentro da miserabilidade de um país infestado de corruptos e corruptores. (Carlos Rossini)

 

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