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PATOLOGIAS SOCIAIS OPRIMEM OS BRASILEIROS CADA VEZ MAIS

Gostaria muito, nesta hora ainda insone, de imaginar os homens [e obviamente, mulheres] brasileiros não como pessoas fracas e sim corajosos; sábios, não ignorantes; verdadeiros, não falsos; livres, não prisioneiros; ativos, não passivos; sensíveis, não grosseiros; altruístas, não egoístas; humanos, não estúpidos.

Inicio, então, falando de um fenômeno da maior relevância, um fato que não é levado em sua devida conta, mas que existe como doença social gravíssima e que se agrava a cada dia diante dos nossos olhares de papalvos: trata-se do banditismo que tomou conta do Brasil e que se expande incontrolavelmente, com a mais liberal contribuição das pífias autoridades que “nos representam” [não a mim, desculpem] nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

É inacreditável que surja um personagem, saído das entranhas de um sistema político viciado e corrompido secularmente, mantido e alimentado por alianças elitistas que têm a clareza ideológica de como fazer para manter os freios apertados de todo um povo que, neste momento da história, está se liquefazendo por conta de sua própria inércia, comodismo e mesmo covardia.

O sistema capitalista, cuja inteligência nunca pode ser depreciada, constituiu um cenário de comodismo avassalador que está destruindo a nação brasileira e fazendo perder a noção do seu futuro.

Sabem, aqueles que estão no poder, que não há força maior para conturbar as emoções e os desejos de um povo do que liquidar [ou manter em banho-maria] seu poder econômico. Não é mesmo verdade que neste início de ano 9 entre 10 brasileiros estão em condições de insolvência e impossibilitados de pagar seus débitos mesmo nos compromissos básicos como luz, água, telefone, gás, escola, aluguel, etc?

É assim que se mata um povo e seu orgulho, empobrecendo-o, tirando-lhe o poder [numa sociedade capitalista isso se torna ainda mais aterrador] de adquirir e de ter acesso ao consumo não de objetos supérfluos, mas de alimentos e remédios, que não conseguem comprar.

Deverão ir para o inferno o presidente da República, seus auxiliares diretos desavergonhados profissionais, grande número de deputados e senadores coniventes, protagonistas e beneficiários de ganhos financeiros absurdos, integrantes do Judiciário e, não poderia deixar de mencionar executivos de grandes corporações econômicas, como as construtoras, bancos, negociantes de minerais extraídos do que originalmente se chamou de “terra brasilis”, ou seja, da natureza original do Brasil antes que aqui aportassem as primeiras levas de exploradores.

Mas, se algum deles lesse o que aqui está escrito certamente riria de sua [do texto] inocência, pois saberia que inferno não existe e que foi uma figura criada pela santíssima Igreja Católica para manter sob controle a fidelidade de imensos rebanhos. A eles, as únicas coisas reais são o dinheiro e outras formas de prazer proporcionadas pelo poder.

Falta às autoridades brasileiras, aboletadas nos governos federal, estaduais e municipais, credibilidade pública, mas isso parece não fazer a menor diferença, desde que se mantenham no poder e continuem a prodigalizar suas fortunas pessoais e familiares com o dinheiro da pátria [uso este termo como licença poética].

O fosso do divórcio entre o poder público e o privado [quase risos] é imenso e, mais uma vez, não é isso que importa e sim que a população continue cumprindo suas rotinas diárias e que não pense em fazer manifestações e badernas [esta palavra tem um sentido muito específico no campo da ideologia político-militar brasileira].

Resumindo, temos: um governo e um legislativo desacreditados e metidos nas mais tenebrosas operações feitas em torno da palavra corrupção; a descrença da população na Justiça, por justificados motivos; e, não menos grave, o maior fenômeno de banditismo e violência social de que se têm em conta na História do país. O medo tomou conta e paralisou o país e, como se sabe, nada é mais imprevisível do que homens com medo. E é por tudo isso que os brasileiros estão doentes e nas filas para buscar algum tipo de tratamento que, pelas estruturas existentes e disponíveis, contribuem para o surgimento de outros tipos de patologias sociais graves. (Carlos Rossini)

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