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DIA DA VIDA – SEM A MULHER, O ANIMAL HUMANO NÃO EXISTIRIA

Foi uma mulher – Nossa Senhora – o amparo de Jesus quando, no máximo do suplício e da dor, buscou por mãos protetoras. Foi uma mulher – Maria Madalena – a companheira de sua vida, a primeira testemunha da ressurreição.

Desde sempre, a mulher protagoniza um papel inexcedível e que a torna um ser especial: dar à luz, gerar a vida. Mas, também é, por natureza, aquela que compõe os sentimentos e forma de viver daqueles que fecundou em seu ventre e os lançou ao mundo.

Aliás, as primeiras experiências relacionais entre mãe e filho definem como este viverá em termos de confiar, de se sentir seguro no mundo, e até mesmo a forma como amará uma mulher, quando a hora chegar. Se o pai contribui para dar um rumo moral aos filhos, a mãe molda suas palavras e relações com os outros, devendo saber que um dia o filho deverá voar por conta própria e com liberdade.

Somente um dia é pouco para festejar a presença da mulher no mundo, mas o simbolismo da data é significativo, porque a mulher é também um ser sofrido na cosmologia inventada e imposta pelo homem, o ser masculino que, em sua ignorância e desejo desenfreado de poder e de supremacia, se torna um tirano.

Será que os homens, esses seres cada vez mais perdidos, vão um dia entender que sem mulher não há vida na Terra?

É sintomático que o Dia Internacional da Mulher (8 de março) tenha sido escolhido pela Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para homenagear um grupo de operárias de uma fábrica de tecidos na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Elas haviam reivindicado uma jornada de dez horas de trabalho e equiparação salarial dos homens que desempenhavam a mesma função. Depois de realizar um ato de protesto, elas se declararam em greve.

Para resolver o impasse o mais rapidamente possível, os donos da fábrica e a polícia trancaram as portas de emergência do galpão de máquinas e atearam fogo. As consequências foram trágicas: 129 mulheres morreram por asfixia. Era o dia 8 de março de 1857.

Houve essas mulheres na história e muitas outras, ao redor do mundo, que pagaram elevado preço na luta pela liberdade, ora em corajosos voos solitários, ora unidas.

As mulheres que verdadeiramente cultivam dentro e fora de si tudo o que é bom, belo e verdadeiro mereciam assumir o governo do mundo, porque o mundo dos homens, que mandam, subjugam, perdem a noção de respeito às mulheres, que procuram usar como objeto para a realização dos seus desejos e como fonte de prazer.

A mulher que é capaz de acolher e amar incondicionalmente o filho, a que ama seu companheiro com lealdade e companheirismo, a que, como um anjo, se guia pelo amor, é também a mulher que enche o universo de feminilidade que tece com fios de ouro o dom supremo de celebrar o espetáculo de gerar vida.

Felizes são os homens que sabem amar e respeitar as mulheres e aprende a ouvi-las, pois o valor da intuição feminina pode ser decisivo para manter o equilíbrio, a paz e a sanidade, em um universo humano cada vez mais injusto.

Enquanto as mulheres continuarem a ser vítimas de desrespeito e de todas as formas da violência praticadas pelos homens, o mundo continuará sendo o que é: um lugar atrasado, um reino da ignorância. (Carlos Rossini)

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