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DIA DOS NAMORADOS – PAIXÃO DE VERDADE DURA PARA SEMPRE

Deixo temporariamente meu recato de lado para contrariar o mito de que paixão é coisa passageira. Isso é verdade, mas só metade dela. Já vivi uma paixão intensíssima passageira num Carnaval. Uma experiência inesquecível para um adolescente que trocou seus suores com a da minha amante por alguns dias.

Mas existe, sim, a paixão – uma forma intensificada de amor como se houvesse uma fonte de calor inextinguível dentro dos enamorados – que dura para sempre. Os motivos mais profundos do abrasamento vêm do fundo das almas feminina e masculina, envoltos por uma sensualidade sempre de prontidão.

O primeiro contato foi assim, inesperado. Estava na sala do ginásio, sentado em uma das carteiras, talvez quinta ou sexta, da fila que ficava no centro da classe.

De repente, ela surgiu, mais formosa do que uma Dulcineia, de uma beleza simples, quietista, discreta. Para mim foi como se um raio de luz tivesse entrado e fazendo brilhar sua pele de uma clareza transparente, cabelos castanhos claros, olhos verdes. Sentou-se na segunda carteira da primeira fileira da classe, ao lado da porta de entrada.

Até hoje tenho como indescritível a emoção que senti. Foi uma ebulição interna, uma alteração do metabolismo, uma pulsação atípica do coração, uma alegria interior silenciosamente agradável, um estado de encantamento, como ali estivesse uma anja enviada por Afrodite, ou teria me acertado uma flecha certeira o Cupido?

Desse momento em diante, já tinha tido outros amores de criança esplendorosos, regados por cartas perfumadas, letras desenhadas caprichosamente em folhas de papel com figuras suaves como a brisa, minha vida mudou. Para sempre!

Juro que nem me passou pela cabeça tanto a palavra amor quanto paixão para traduzir o que senti. Simplesmente senti, sem palavra alguma. Sentimento puro! Hoje posso dizer que o sentimento era resultado de uma fusão amor-paixão.

Minha vida mental anterior foi substituída por outra, como se tivesse renascido. A aproximação entre ambos foi gradual, mas certeira. Creio que daquele dia em diante nenhum dos dois deixou de pensar um no outro, fato confirmado pela evolução do relacionamento que, no primeiro momento, nem de longe dizia respeito a sexo. Isto veio depois para nunca mais nos abandonar. Gracias a la vida!

Daí em diante nos tornamos um par conivente em tudo. Descobrimos que o amor é irracional, pertence a outra categoria de sentimentos nobres, desvinculados de uma equação matemática. Sim. Amor e paixão não se explicam, se vivem e geram um prazer que solda um ser no outro e provoca êxtase contínuo.

Mais tarde, num programa de televisão apresentado por um famoso psiquiatra do qual participei, não soube responder à pergunta que ele me fez: “Como você explica essa relação tão longeva?” Até hoje não tenho a resposta porque não sei definir a paixão, apenas vivê-la a cada instante. Feliz Dia dos Namorados e dos Apaixonados. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

 

 

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