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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – NO FUTURO SEREMOS COMANDADOS POR MÁQUINAS PENSANTES?

Pode haver diferenças consideráveis entre aquilo que você pensa, imagina, interpreta e a realidade tal como ela é. Isso diz respeito tanto a você quanto aos outros.

Na verdade, nós não nos conhecemos como seria desejável e nem temos o comando dos nossos pensamentos ou mesmo consciência de muitos deles e são milhares ao longo de apenas um dia.

Não é por acaso que é difícil nos entendermos uns com os outros e que haja tantos conflitos entre as pessoas.

Nossa mente é uma caixa-preta e seus estados acontecem escondidos de nossa percepção, pois seu funcionamento não nos é acessível. Em suma ela está envolta em mistérios e continuará assim sabe-se até quando.

A ciência cognitiva, a neurociência, a linguística e a inteligência artificial integram seu estudo e fazem experimentos a fim de saber como ela funciona e se relaciona com nosso corpo e vice-versa.

Vi hoje, por acaso, um líder religioso, em língua inglesa, tendo completo domínio sobre as mentes dos fiéis. Num clima frenético, carregado de gestos imponentes, ele gritava e apontava para a plateia. Cada vez que isso acontecia todos se atiravam de costas sobre cadeiras plásticas, que voavam espirradas pelos corpos em queda. Enfim, todos se atiravam sem se preocupar com possíveis ferimentos, talvez mantendo uma fé inabalável nas palavras de ordem do pastor.

A mim me pareceu mais um processo de alienação e manipulação, algo que sempre preocupa, pois já houve situações trágicas no passado em que os fiéis obedeciam cegamente o ditames dos seus líderes. Não que esse procedimento deva ir além disso, mas é oportuno lembrar o quanto pode ser perigoso cair nas garras do fanatismo delirante.

Um fato considerado como a maior tragédia envolvendo norte-americanos, antes do ataque terrorista que derrubou as torres gêmeas em Nova York em 2011 e matou milhares de pessoas, aconteceu em novembro de 1978.

Nessa ocasião, 918 seguidores do Culto Templo dos Povos, fundado pelo reverendo norte-americano James Warren Jones [Jim Jones] morreram em uma comunidade criada por ele em uma floresta na Guiana, chamada Jonestown, em um momento em que senadores [foram mortos no aeroporto, quando pretendiam retornar aos Estados Unidos] tinham ido até o local para investigar denúncias sobre esse movimento.

A imprensa na época classificou o fato como suicídio/assassinato coletivo atribuindo-o a Jim Jones. A maioria morreu depois de beber um ponche de frutas envenenado, outros que aparentemente se recusaram a beber, foram mortos a tiros e facadas.

Na ocasião, o mundo todo ficou surpreso e aturdido, quando as notícias se espalharam ilustradas por fotografias dramáticas de centenas de corpos caídos no meio da floresta.

A mente humana está sujeita a muitos fenômenos em torno de pensamentos, sentimentos, imaginações e a uma variedade de enfermidades, algumas muito graves, capazes de levar os indivíduos a agirem às vezes de modo tenebroso.

O estudo filosófico da mente não é, e nem poderia ser, uma questão pacífica. Há aqueles pensadores e estudiosos que consideram que há uma diferença substancial entre mente e corpo [portanto, estaremos mentalmente divididos em duas partes], outros defendem que há uma “identidade” entre corpo e mente [atuando, assim, como uma só unidade] e, finalmente, aqueles que consideram a mente como uma “entidade” secundária, incapaz de qualquer influência sobre o corpo.

Como se vê essas três abordagens da mente são um prato cheio para tornar sua compreensão extremamente complexa. Mas é assim mesmo. Somos seres estranhos para nós e para os outros e, talvez por isso, a ciência busca desenvolver a chamada inteligência artificial que, em síntese, diz respeito à capacidade de a máquina pensar e até mesmo sentir. É oportuno lembrar que nos anos 1960, os computadores já conseguiam jogar xadrez e realizar cálculos matemáticos complexos.

Será mesmo que as máquinas conseguirão pensar e sentir no futuro? Entre nós ainda restam muitas dúvidas mesmo sobre o que é pensamento, mas elas talvez nem necessitem se “preocupar” com isso.

A esperança é que um antigo temor não se realize por meio de uma inversão em que seremos comandados pelas máquinas e que esses estudos científicos consigam fazer descobertas para nos libertar das sombras de nossa ignorância. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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