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NOSSO CÉREBRO PROCESSA MILHÕES DE INFORMAÇÕES TODOS OS DIAS, E NEM PERCEBEMOS

Se estiver em condições normais, seu coração bate, em média, 72 vezes por minuto. Assim sendo, em um dia baterá 103.680 vezes. E ele faz isso todos os dias, bilhões de vezes ao longo de setenta anos. Sua velocidade pode variar de acordo com as mudanças que ocorrem no seu corpo, em sua mente e no exterior, onde podem ocorrer fatos alteradores desse processo.

Nossos olhos captam 50 imagens (objetos) por segundo. Isso significa que “vemos” 4.320.000 mil “coisas” por dia [claro se permanecêssemos com os olhos abertos durante 24 horas em ambiente iluminado]. O número de pensamentos por dia [a maioria dos quais nem percebemos] pode atingir 345.000, segundo dados encontráveis no Google.

Esses dados, por si sós, ainda que sejam espantosos e inacreditáveis, servem para revelar a profusão de influências [informações] que recebemos por meio dos nossos sentidos e que afetam diretamente [provocando inúmeras alterações] nosso cérebro, nossa mente e nosso corpo.

Imagine se nós tivéssemos consciência de cada um desses fenômenos que ocorrem em nosso cérebro simultaneamente. É muito provável que enlouqueceríamos. Um sistema inteligente nos protege e, na verdade, somente nos damos conta (percebemos efetivamente) de uma quantidade muito pequena dessas informações. A maior parte de nossas atividades mentais ocorre de modo inconsciente.

Parece haver um mecanismo que limita nossa atenção ao que está diretamente ligado as ações em andamento, até mesmo por questão de sobrevivência e segurança pessoal. Atravessar uma rodovia, por exemplo, exige que prestemos atenção para não sermos atropelados. Nos corredores dos supermercados comparamos produtos e preços com os nossos olhos ou perseguimos aquilo que pretendemos encontrar.

Mas existe um fato, objeto de estudos de psicólogos e neurocientistas: a maior parte das vezes nosso corpo está presente em um determinado lugar, mas nossa mente está vagando, entre lembranças do passado ou antecipações imaginárias do futuro. Na verdade, nosso corpo sempre está 100% presente onde está, enquanto nossa mente se distrai com pensamentos e imagens, independentemente de nossa vontade.

É fácil comprovar essa constatação. Se você quiser se livrar de pensamentos ou imagens perturbadores, uma indicação é que passe a prestar atenção somente à sua respiração. Meditadores experientes conseguem por um tempo “calar” a “tagarelice” da mente, mas é um desafio daqueles, porque os pensamentos brotam de modo constante e incomodam. Resumindo: é dificílimo não pensar porque não somos autores dos nossos pensamentos; somos “pensados” pelos pensamentos.

Como em geral os pensamentos intrusos estabelecem o que se chama de “diálogos interiores”, o indivíduo pode sentir um imenso desconforto por “pensar em coisas que não quer pensar”. Frequentemente, se tentamos parar o fluxo de pensamentos podemos nos sujeitar a sofrimentos indesejáveis. Uma dica saudável é deixar que eles aconteçam e desapareçam da mente, e isso acontece.

Mas existem maneiras de viver com certa liberdade e independências desses fatos indesejáveis: fazer exercícios regularmente (caminhar é ótimo), se alimentar de modo correto e específico para o seu organismo (caso possa, é bom contar com orientação nutricional), desenvolver hábitos mentais saudáveis. Todos os dias, levantamos, escovamos os dentes, nos banhamos; enfim, higienizamos nossos corpos, mas não aprendemos a fazer higiene mental (atos conscientes e disciplinados para limpar a mente do lixo de pensamentos ruins acumulados, como olhar no espelho e rir ou dar sonoras gargalhadas, cantar, dançar, fazer leitura em voz alta, não se levar a sério, assim como a provocações vindas dos outros).

É preciso encontrar seu próprio caminho de liberdade, pois cada pessoa é única, singular, específica e ninguém pode viver, pensar e agir em seu lugar. Só você pode fazê-lo e, pelo andar da carruagem do mundo digital, num extremamente acelerado, competitivo e caótico, é preciso estar bem desperto e com a mente presente junto com o corpo, ambos no mesmo lugar, tanto quanto possível.

Quando perguntamos para um grupo de pessoas onde elas vivem, elas respondem: “em casa”, “no tal bairro”, no local de trabalho, quando na verdade vivem na própria mente, o único lugar em que existem de verdade. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

 

 

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