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EMPRESAS INTELIGENTES TRABALHAM COM PRAZER

O dicionário Aurélio define prazer [do latim placere] como uma sensação de bem-estar, que é uma situação agradável do corpo e do espírito [ou mente], que inclui tranquilidade, conforto, satisfação, sentimento de segurança e liberdade.

Socialmente, os indívíduos costumam demonstrar alegria ao sentir prazer, que pode ser sentido com a prática de exercícios físicos, comendo, tendo relações sexuais, ouvindo música, lendo, conversando e…trabalhando.

Sentir prazer no trabalho pode ser uma das grandes bençãos aos seres humanos, porque o trabalho permite experimentar um sentimento de realização e plenitude como criatura criadora.

Quando o prazer for inserido no campo do trabalho, milhões ou bilhões de pessoas em todo o mundo estarão vivendo em uma nova era, muito distante das origens primitivas do trabalho, associado à dor e ao sofrimento.

Conta a Bíblia que Adão e Eva, por cometerem um pecado diante de Deus, foram expulsos do paraíso e daí por diante teriam que prover com o próprio suor e sofrimento os seus alimentos. E isso, como se veria, seria um castigo imposto a todos os seres humanos.

Não é por acaso, portanto, que a palavra trabalho deriva do latim tripalium [três paus], um instrumento usado para dominar os animais e forçar os escravos a aumentar a produção. O tripalium era um instrumento de tortura, como a cruz, que se tornou um símbolo da cristandade. Ali Jesus foi torturado até a morte.

Trabalho, como substantivo masculino abstrato, significa “tormento, agonia, sofrimento”, ou seja o oposto do prazer.

Da escravidão ao “trabalho livre” [entre aspas] da modernidade correram milhares de anos no rio do tempo, mas ainda estamos longe de ingressar na era do “prazer no trabalho”, que existe como exceção e não como regra geral no sistema capitalista. Ainda estamos longe de alcançar esse sonho como realidade na maioria dos lugares.

Se a pirâmide da hierarquia do poder tenha se achatado, isto não significa, no entanto, que o prazer seja reconhecido como a melhor maneira de realizar uma atividade, seja ela qual for. O medo e a subjugação dos indivíduos é um denominador do processo de trabalho, cujas origens se encontram na escravidão, em que os homens são tratados como animais produtores.

Ao longo da história, os trabalhadores [escravos ou livres] são meros instrumentos que, um dia como decorrência de conflitos entre classes, mas também por uma necessidade de criar-se um mercado consumidor, passaram a receber salário, palavra que deriva do sal, que funcionava como moeda para pagamento dos trabalhadores.

Feliz, mas lentamente, descobriu-se que o lazer [tempo para atividades prazerosas] afinal era um direito, como o direito ao trabalho, que no Brasil é cruelmente desrespeitado, com mais de uma dezena de milhões de desempregados, subempregados, biscateiros, etc. Tem-se aí a imposição da dor e do sofrimento e a fragmentação do direito à dignidade humana.

Atualmente, o medo de perder um emprego ou não conseguir um equivale a um sem números de doenças psiquiátricas e expansão de vícios [drogas, bebidas] para apagar a realidade cruel da memória e, a seguir, a destruição do corpo, uma vez que a mente [ou espírito] já terá sido destruída.

O sistema capitalista criou seu próprio mercado pelo feitiço de criar uma profusão de objetos que aparentemente se destinam a proporcionar prazer por meio de coisas que cria para manter seu processo lógico de crescimento que já dá sinais de sufocar todo o planeta, terra e mares.

A possibilidade de o trabalho passar a ser realizado com a inclusão da filosofia do prazer [já praticado em enclaves sociais, que incluem artistas bem-sucedidos e empresas quaternárias, as mais evoluídas e inteligentes do mundo [pois “sabem” que sem prazer a dor e o sofrimento poderão ser seus principais inimigos num futuro não muito distante].

A sobrevivência do mundo depende da alegria, da fé, do amor, da solidariedade, do respeito, da inteligência, do compartilhamento de conhecimentos, de novos paradigmas, e também da paz, que é um dos mais sublimes sentimentos de prazer do viver.

Se prevalecer a lei da dialética, o sistema econômico global está criando sua própria destruição, ou seja, o capitalismo em seu formato ultrapassado, desumano, individualista é predador de si mesmo e o tempo dirá, como uma verdade irredutível, que as injustiças que comete se voltará contra ele próprio. Sem prazer e bem-estar, é fácil perceber porque estamos num mundo tão confuso e imprevisível. Enfim, é preciso citar que, com prazer, é melhor.  (Carlos Rossini é editor de vitrine online]

 

 

 

 

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