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NÓS, OS IBIUNENSES – 2

É compreensível que, entre nós, ibiunenses, haja muitos que estejam descontentes e queixosos em relação a serviços públicos que estão requerendo engrenar uma marcha para transpor os obstáculos. Um deles na área hospitalar, outro, em relação à limpeza pública. O acúmulo do lixo nas ruas e estradas por falta de coleta criou muito desconforto e perplexidade e até mesmo manifestações claras de insatisfação.

Finalmente, nesta quinta-feira (6), a prefeitura postou um vídeo mostrando que o serviço de coleta foi retomado, com o compromisso de que tudo será feito para que esse fato não volte a se repetir. No setor hospitalar, foi nomeado um novo secretário da Saúde, com o qual conversamos nesta semana, para conhecer seus planos de trabalho. Ele assumiu a missão de colocar os serviços nos trilhos e corrigir os problemas que vêm atormentando os pacientes e seus familiares.

Por conta dos fatos observados pela população, vereadores não têm sido poupado de críticas e se depreende que essa postura vem se revelando por uma aparente suposição de inércia ou mesmo de distanciamento que deixam entrever, além do renitente assistencialismo praticado como forma de manter vínculos de fidelidade com segmentos [eleitorais] dos munícipes.

Nós, os ibiunenses temos sido, ao longo pelo menos da história recente, incapazes de nos aproximar, de modo organizado, claro e eficaz, a fim de abrir uma linha de diálogo com as autoridades em que o respeito mútuo possa se estabelecer de modo produtivo. Não basta criticar, xingar e ofender, é preciso organizar nossa forma de comunicação, despojada de rancor e baseada na inteligência. Nossa capacidade de comunicação tem fracassado por ser excessivamente hostil e ineficaz.

A psicologia nos ensina que, para sermos persuadidos a aceitar um ponto de vista alheio (a opinião dos outros), é natural e necessário que passemos primeiro por um estágio de resistência. Essa resistência se deve ao fato de termos de abandonar uma opinião que vínhamos sustentando. Nosso problema comum é, pois, de relacionamento.

Albert Einstein, prêmio Nobel de física, escreveu: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.”

Nossos preconceitos enraizados têm colidido no dia a dia com a ideia da esperança que antes fazia parte de um sonho que terá se fragmentado. Parece que todos entramos dentro de uma caixa e deixamos de enxergar as amplas possibilidades do espaço exterior.

Parece que um bug está prejudicando seriamente o nosso funcionamento mental, porque deixamos de crer e sonhar com o futuro.

Nós achamos que sabemos, mas, não sabemos; nós achamos que não sabemos, quando sabemos. Isso é um paradoxo, pelo qual acabamos gerando reações e comportamentos que, na realidade, não desejamos.

Como somos reféns da rotina diária e sem tempo para refletir sobre novas atitudes, nos tornamos personagens de um único papel em um teatro absurdo! É preciso que surja uma nova luz que nos permita enxergar de modo diferente o que nos parece tudo igual e que deve ser sempre assim. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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