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HÁ SINAIS DE INSANIDADE NO CENÁRIO DA CAMPANHA ELEITORAL

Com respeito, sinto que uma grande parcela da população brasileira parece ter sido levada a uma espécie de insanidade coletiva principalmente por dois motivos. O primeiro, decorrente prolongada onda de dificuldades de toda ordem, como desemprego e sentimento generalizado de insegurança. O segundo, pelas incertezas traçadas por eleições que ratificam uma perda de identidade e de confiança nas instituições públicas e nas autoridades dos três poderes.

A roubalheira de dimensões absurdas, de um lado, e a miserabilidade, de outro, compõem de fato o roteiro de um filme de catástrofes econômico-sociais jamais visto no Brasil de modo tão inflacionado e confuso.

Nesse cenário, temos aqueles que movidos por uma necessidade doentia de serem protegidos por um “pai” severo e controlador absolutista, como símbolo de uma autoridade desejada por meio da alienação e entrega a um desconhecido, e, de outro, um “pai” supostamente “ternura”, mas tão falso como uma nota de mil reais.

Tanto do lado do capitão Bolsonaro quanto do LulaHaddad se observam fanatismos típicos do fundamentalismo religioso e uma coorte de ações agressivas, rancorosas e falsidades como não se viam nos tempos em que as redes sociais inexistiam.

As pessoas parecem ter incorporado ou revelado uma desqualificação de pensar e agir com maturidade e responsabilidade social.

De fato, o que se costuma chamar de identidade, que é a marca de uma pessoa por suas características físicas e psíquicas que se definem por uma continuidade e persistência no tempo e no espaço, foi para a cucuia. Mente-se como se mentir fosse o escudo protetor imperecível e a verdade se transborda de si mesmo nas manifestações fakes, não apenas news, mas dos indivíduos que se distanciaram de si próprios e nem mesmo sabem o que pensam e fazem.

O que vai realmente acontecer terá esperar pelo tempo vindouro, no início algo em torno de quinze a vinte dias, e depois pelos próximos quatro anos, quando as posturas típicas de campanhas eleitorais forem engessadas nos termos da dura realidade de um país gigante que capenga há anos.

Na hora em que começarem a surgir as revelações é muito provável que os sonhos e os autoenganos começarão a se desconstruir e cada um sentirá na carne e na mente o que é a verdadeira política exercida geralmente por pessoas despreparadas e até mesmo irresponsáveis.

A estrutura do poder esconde os atores políticos ou blinda, ou seja, deixa os poderosos inacessíveis ao povo e se a história teimar em se repetir, estarão plantadas novas sementes de ervas daninhas, como se pode [existem exceções] nomear a grande massa de políticos brasileiros.

Domingo próximo,7, poderia ser um dia de festa da esperança de uma mudança para a sanidade política nacional. Tomara que o que tenho ouvido das pessoas e sentido num oceano de notícias paradoxais e não raro delirantes seja apenas um mero equívoco de um modesto analista da realidade brasileira. (Carlos Rossini é editor de vitrine online]

 

 

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