ALERGIA AO LEITE DE VACA PODE PROVOCAR PROBLEMAS NA PELE, DIGESTIVOS E RESPIRATÓRIOS

Aproximadamente 5% das crianças desenvolvem alergia às proteínas do leite de vaca. Como toda alergia, é resultante de uma reação do sistema imunológico e os sintomas podem ser na pele (coceira, manchas vermelhas e/ou ressecamento da pele, inchaço dos olhos), digestivos (vômitos, regurgitações, diarreia, intestino preso, cólica, sangue nas fezes), respiratórios (chiado no peito, coriza, espirros) e gerais (pouco ganho de peso ou emagrecimento, “fechamento da garganta”, etc.).

Na alergia ao leite de vaca o tratamento é diferente da intolerância à lactose, pois o leite e todos seus derivados devem ser completamente excluídos da dieta. O leite materno deve ser oferecido, porém a mãe deve fazer uma dieta isenta de leite de vaca e derivados, visto que “pedacinhos” das proteínas que a mãe come podem passar pelo leite materno.

Crianças que não têm leite materno não podem receber os leites sem lactose – pois seu problema é com a proteína do leite, e não com a lactose. Leite de cabra e de ovelha também não podem ser usados, pois suas proteínas são parecidas com as do leite de vaca.

As bebidas e sucos vegetais (de soja, arroz, amêndoas, aveia, coco, etc.), tanto caseiros quanto industrializados, são pobres em nutrientes e não suprem o que as crianças precisam para crescer. A soja causa alergia em muitas crianças e também é contraindicada para os menores de 6 meses devido à presença de hormônios.

O ideal para estas crianças é o leite materno ou fórmulas especiais, que o pediatra poderá indicar. Desde 2007, o governo do Estado de São Paulo tem um programa que distribui estas fórmulas especiais para as crianças menores de 2 anos.

A boa notícia é que a alergia às proteínas do leite de vaca geralmente desaparece com o passar do tempo. Apenas 5 a 10% das crianças continuam com alergia ao leite por toda a vida. Em adultos, as alergias alimentares mais frequentes são ao amendoim, castanhas, nozes, peixe e frutos do mar.

Alergia à lactose não existe! Conheça as diferenças entre intolerância à lactose e alergia às proteínas do leite de vaca

Intolerância à lactose Alergia às proteínas do leite de vaca
Nutriente envolvido Açúcar do leite (lactose) Proteínas do leite
Mecanismo Há baixa atividade da enzima lactase, responsável por digerir a lactose. A lactose que não é digerida permanece no intestino, é fermentada pela flora intestinal, produzindo gases, também “puxa” água para o intestino, tornando as fezes diarreicas. O sistema imunológico identifica as proteínas do leite como “corpos estranhos” e reage, produzindo substâncias inflamatórias, para “defender” o corpo contra estas proteínas. Como o sistema imunológico está espalhado por todo o corpo, os sintomas podem ocorrer em vários órgãos.
Sintomas mais comuns Cólica, excesso de gases e diarreia Na pele (coceira, manchas vermelhas e/ou ressecamento da pele, inchaço dos olhos), digestivos (vômitos, regurgitações, diarreia, intestino preso, cólica, sangue nas fezes), respiratórios (chiado no peito, coriza, espirros) e gerais (pouco ganho de peso ou emagrecimento, “fechamento da garganta”, etc.)
Duração dos sintomas Surgem depois de minutos a poucas horas. Com a eliminação das fezes, os sintomas desaparecem. Podem ser imediatos ou aparecer depois de várias horas ou dias.
Idade onde aparece com mais frequência Adultos (crianças acima de 5 anos) Bebês e crianças
Tratamento Podem ser consumidos alimentos com baixo teor de lactose ou pequenas quantidades de leite (ex. leite “zero” lactose, iogurte, queijo, biscoitos, bolos, etc.) O leite de vaca e seus derivados devem ser completamente eliminados da dieta. O leite materno deve ser mantido mas a mãe deve fazer dieta isenta de leite de vaca. Fórmulas especiais são dadas para crianças que não têm leite materno disponível.

Para saber mais, acesse: alergiaaoleitedevaca.com.br

 

Vanessa Castro Rodrigues, nutricionista CRN/3: 5013,

graduada em Nutrição pela USP

e mestre em Nutrição pela UNIFESP.

 

 

 

 

Carlos Rossini

Carlos Rossini é jornalista, sociólogo, escritor e professor universitário, tendo sido professor de jornalismo por vinte anos. Trabalhou em veículos de comunicação nas funções de repórter, redator, editor, articulista e colaborador, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Diário Popular, entre outros. Ao transferir a revista vitrine, versão imprensa, de São Paulo para Ibiúna há alguns anos, iniciou uma nova experiência profissional, dedicando-se ao jornalismo regional, depois de cumprir uma trajetória bem-sucedida na grande imprensa brasileira. Seu primeiro livro A Coragem de Comunicar foi lançado na Bienal do Livro em São Paulo no ano 2000, pela editora Madras.

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