Vitrine Online, a melhor informação !

BRASIL ESCOLHE SEU FUTURO NO DOMINGO

Confesso aos leitores e leitoras – estas em maioria absoluta – que pela primeira vez senti ter tido um sonho premonitório, uma espécie de advertência do que vai acontecer no futuro…do Brasil.

Como costumo recordar meus sonhos e até tentar analisá-los para compreender seus significados simbólicos e entender o que está se passando no meu inconsciente, acordei apreensivo, estado que dissipei conscientemente por meio de meditação para purificar minha mente das aflições provocadas pelas imagens oníricas.

Decidi não revelar o conteúdo do sonho, mas o que ele me inspirou escrever.

Em síntese, a situação do Brasil na atualidade é deprimente e sua miséria ética e moral devastadora. Parece que uma massa expressiva de brasileiros teve sua consciência desintegrada por falta de em quem acreditar e mesmo respeitar [não me refiro aqui a Deus] nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que caíram no descrédito da nação de uma forma jamais vista na história do País.

Torturados, quando não fisicamente, pela infâmia, as mentes de muitos parece terem ficado ocas como uma cumbuca vazia; por isso mesmo, e por falta de educação, se tornaram frágeis e sujeitos a entregar suas decisões a mentirosos desvairados, inescrupulosos e embriagados pela ideia de conquistar o poder a qualquer custo.

Lamentavelmente, parece que estamos a caminho do caos. Os sinais são claros: perdemos a noção de respeito mútuo, tanto em suas versões individuais quanto coletivas.

Em vez de gestos e palavras suaves, temos a agressividade corrosiva como ácido. Parece que perdemos – se é que a tínhamos substantivamente como valores efetivos – a noção de respeito mínimo em nossas relações, sobretudo nas estradas digitais do Facebook e do WhatSapp, diga-se dois meios geniais de comunicação vitimados por seus usuários. Há um estranho pressentimento de estarmos na iminência de darmos um salto cego.

O que se tem visto, lido e ouvido constitui um dos mais delicados períodos da história moderna do Brasil. É como se estivéssemos prisioneiros em um navio fantasma, perdido no oceano, em quarentena.

As cenas reais, mesmo aquelas ocultas dos condenados ao isolamento por uma peste, provocam não apenas sensação de frieza, mas medo antecipatório do pânico, quando acordarmos para a dura realidade, na esteira de uma aventura selvagem.

O selo da harmonia parece ter se dissolvido e grandes parcelas da população transformadas em inimigas entre si em blocos petrificados, típicos da perda da razoabilidade consciente.

Inimigos, como se sabe, são mutuamente destrutivos desde tempos imemoriais do homem na Terra.

A intolerância para modos de vidas diferentes parece ter atingido a estratosfera e isso é um sinal gritante de um processo autoritário fanatizado em curso.

Em vários momentos da história mundial houve fatos similares que provocaram as maiores atrocidades que levaram à morte milhões de vidas por capricho delirante de personalidades transtornadas, sádicas, narcísicas. Ou psicopatas, se preferirem.

Daqui a quatro dias, os brasileiros vão apertar botões eletrônicos para eleger presidente da República e quinze governadores, em segundo turno.

Ao imprimir seus votos na cédula digital estarão escolhendo, na verdade, seu futuro e destino, ao delegarem poderes constitucionais para agirem em seu nome.

Seria um instante surpreendente se, na hora de votar, aparecesse um espelho mágico que refletisse a expressão do eleitor e captasse em sua fisionomia o sentimento decisivo que o impulsionou a pressionar esta ou aquela tecla.

Por fim, mas não menos relevante, nem tudo estará perdido porque a nação pode se encontrar em estado de suspensão neste momento e respeitando as leis constitucionais vigentes. Mas, seja quem for o eleito, estará sob o foco de dezenas de milhões de olhos e ouvidos de uma consciência que poderá emergir à medida em que os fatos se tornarem transparentes.

Além disso, o Brasil não é ilha, mas um país continente importante para todo o mundo democrático, que estará acompanhando o andamento da carruagem junto com todos nós. Esse fenômeno deverá ganhar musculatura depois de uma lua de mel breve, como previram cientistas e comentaristas políticos ao redor do planeta. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

Comentários