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BRASIL – COM O FESTIVAL DE BESTEIRAS,  LALAU E MILLÔR DEVEM ESTAR ÀS GARGALHADAS NO CÉU

Considero minha amiga Rosa P. a melhor comentarista da política brasileira em plena atividade. Não perco nada que ela escreve, assim como as leituras que sugere, todas inteligentes e precisas como laser.

Por coincidência, lembramos pelos fatos absurdos que vêm acontecendo no Brasil, de Sérgio Marcus Rangel Porto (1923-1968), mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta ou Lalau, como também era chamado pelos íntimos.

Sérgio Porto, cronista, escritor, radialista, teatrólogo, jornalista e humorista ficou famoso no Brasil por seu senso de humor refinado e pela crítica aos costumes nos livros Tia Zulmira e Eu e o Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País, uma de suas maiores criações.

Ele compôs a música “Samba do Crioulo Doido” e foi o criador e produtor do concurso de beleza “As Certinhas do Lalau”. Boêmio e com admirável senso de humor, em sua memória um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim, em 1969.

Com destacado poder de síntese criava frases afiadas e criou folclóricos no jornalismo brasileiro, como a Tia Zulmira, uma velhinha careta e saliente, que apontava o dedo para as modernidades da vida e soltava tiradas filosóficas sobre o cotidiano.

Sua graça, vivacidade e verve o tornaram célebre, assim como suas frases, que mantêm sua atualidade nos dias de hoje em o que mais se vê no Brasil oficial são besteiras diárias em abundância.

 “A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.”
“Antes só do que muito acompanhado.”

“Ser imbecil é mais fácil.”

“Imbecil não tem tédio.”

“Há sujeitos tão inábeis que sua ausência preenche uma lacuna.”

“Os valores morais são os únicos que conservaram os preços de antigamente.”

“Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!

“Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele.”

“Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante.”

“Política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade.”

“No Brasil as coisas acontecem, mas depois, com um simples desmentido, deixam de ser.”

Qualquer semelhança entre essas expressões e os fatos reais talvez não sejam meras coincidências.

RINDO COM MILLÔR

É muito provável que no Céu ele e Millôr Fernandes (1923-2012) estejam dando gargalhadas do que veem aqui em nossa pátria.

Millôr, desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista mantinha colunas de humor gráfico na revista Veja, n’O Pasquim, que marcou época até ser extinto e no Jornal do Brasil, que também deixou de circular.

As frases, ricamente ilustradas por desenhos de Millôr, eram demolidoras e também coincidentes com os tempos modernos.

“Este é o país onde há maior possibilidade de se criar um mundo inteiramente novo. Caos não falta.”

[cito de memória] “Do jeito como vão as coisas, é preferível ser rico com saúde do que pobre e doente.”

“Quem sabe tudo, é porque anda muito mal informado.”

“Dinheiro público é o dinheiro que o governo tira dos que não podem e dá aos que escapam sempre.”

“Me arrancam tudo à força e depois me chamam de contribuinte.”

“Se tudo isso não for pesadelo, este país vai mal.”

“Errar é humano. Botar a culpa nos outros, também.”

N.daR.: fotos reproduzidas

 

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