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CORONAVÍRUS – DISTANCIAMENTO SOCIAL SE TORNA UMA QUESTÃO DE RESPEITO A SI MESMO E AO PRÓXIMO

Nestes tempos do coronavírus – Covid 19, deixar de cumprimentar, dar abraços e beijos, como é muito comum em nossa cultura, por um determinado período de tempo, deixa de ser falta de educação ou de simpatia, e passa a ser uma demonstração de respeito mútuo e solidariedade humana, já que esta é uma forma de evitar a contaminação pelo vírus.

Além disso, é importante observar que a Organização Mundial de Saúde acabou de admitir que há crianças mortas entre indivíduos infectados, o que parece haver necessidade de se tomar cuidados independentemente das faixas etárias, já que as autoridades da saúde, pelo menos no Brasil, vêm chamando maior atenção a pessoas idosas ou com doenças pré-existentes com a faixa mais vulnerável, o que é fato verdadeiro.

O distanciamento social significa que as pessoas devem ficar o mais distante possível uns dos outros, a fim de impedir que alguém virtualmente infectado mas sem sintomas possa transmitir o vírus por meio de espirro, tosse ou toque com as mãos ou beijos e abraços. Nada, no entanto, deve transformar as relações humanas numa sociopatia paranoica. É possível haver relacionamento humanos afetivos, observando-se os devidos cuidados em relação aos limites impostos pela doença para a qual não existe vacina.

O mundo todo sofre uma parada obrigatória e seria maravilhoso que as pessoas tendo que se isolar das outras pudessem refletir e aprender a cultivar valores humanos tão escassos nestes tempos em que o mundo, e não só o Brasil, parece estar vivendo num inferno caótico e enxofroso.

Uma coisa pode e deve ser lembrada, enquanto especialistas preveem a vinda de outros vírus por aí, como a influenza, a fase retumbante do coronavírus vai passar, embora não se possa precisar com exatidão quando isso vai acontecer.

O grande desafio que se impõe a todos os indivíduos e estarem com a mente aberta para o aprendizado, vivido na carne por milhões de europeus durante centenas de anos, de como viver em meio a restrições à liberdade de ir e vir, mas que nos permite observar a natureza com outros olhares, já que tudo faz parte dela, as coisas que fazem viver e as coisas quer fazem morrer.

Nada de correr ao mercado para garantir abastecimento por longo tempo com medo do bichinho impiedoso como se o mundo fosse acabar amanhã – não vai – nada de querer levar vantagem sobre os demais para assegurar uma sobrevivência egoísta. É preciso estar aberto para um novo modo de viver e isso é o mais importante, com ou, certamente melhor, sem coronavírus. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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