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IBIÚNA – SISTEMA DE SAÚDE NÃO DECOLOU, MESMO COM FREQUENTES TROCAS DE SECRETÁRIOS

“Em seis meses, o conceito de saúde em Ibiúna mudou muito; recuperamos a credibilidade da saúde pública no município, assim como nos demais setores”, afirmou o prefeito João Mello. E prosseguiu: “No segundo semestre deste ano “deveremos dar um salto ainda maior, levando a saúde até a população, nos bairros onde as pessoas moram, em vez de fazê-las virem ao cento, percorrendo quilômetros de distância para receber atendimento médico básico.”

Tenha calma leitor(a), essas palavras foram proferidas pelo atual prefeito no dia 7 de julho de 2017, durante a 3ª Conferência Municipal de Saúde de Ibiúna, quando o chefe do Executivo ainda estava no seu noviciado e ainda podíamos acreditar em suas promessas, que não se comprovaram na prática ao longo do seu mandato que termina daqui a seis meses.

De lá para cá assumiram o cargo de titular da secretaria da Saúde quatro pessoas: Huda Farah, Jonas Campos (atual secretário de Governo), Samuel Rodrigues da Silva, exonerado no último dia 16, e Juliana Prado Soares que ocupa o cargo interinamente e responde também pela Secretaria de Administração. Em média, um secretário por ano, sem que os principais e graves problemas no sistema de saúde do município fossem resolvidos como se esperava.

Nesse período três organizações assumiram a gestão do Hospital Municipal – Dro Lab Serviços de Saúde, OS Mãos Amigas e atualmente o Igats – Instituto de Gestão, Administração e Treinamento em Saúde.

Mesmo com todas essas mudanças, o sistema de saúde no município de Ibiúna jamais chegou a decolar no atual governo municipal do prefeito que anunciou em sua campanha que iria “cuidar da vida dos munícipes”, sendo ele um médico.

Atrasos de pagamentos dos profissionais foram frequentes, acenos com greves e paralisações temporárias por atraso de pagamento, falta de medicamentos, demoras no atendimento, falta de médicos, infinitas queixas da população. No dia 13 de janeiro deste ano, o Hospital Municipal chegou a fechar suas portas por falta de médicos.

No presente momento, até mesmo porque a população tem evitado ir ao Hospital Municipal por conta da pandemia da Covid-19, há quase nada informações públicas sobre o atendimento ali realizado no dia a dia.

A prefeitura continua, como sempre, a praticar péssima política de comunicação e transparência, exceto no caso da pandemia que guindou o chefe do Executivo ao papel de protagonista da história, ao produzir frequentes lives e, desse modo, estabelecer um raro relacionamento constante com a população, que, por se sentir insegura e procurar avidamente informações sobre os casos ocorridos no município e especialmente nos bairros onde moram, lhe dão atenção, como se estivesse diante de um protetor de suas vidas.

O prefeito já anunciou que vai se candidatar à reeleição, certamente acreditando que o seu desempenho será coroado pelo voto da população, fato que parece improvável. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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