RACISMO É UMA DAS VÁRIAS FORMAS DE VIOLÊNCIAS SOCIAIS
Substitua a palavra racismo por violência. Assim, ficará mais fácil compreender um fenômeno que, de alguma forma, atinge toda a sociedade desde tê-la dentro de si e não manifesta, até agressões físicas que, não raro, provocam a morte de suas vítimas.

Há no contexto da humanidade e, não nos esqueçamos, dentro das casas e nas relações sociais, uma variedade tão grande de pensamentos e atos de violência que precisaríamos o espaço de um livro que talvez não se completasse de suas formas de manifestações.

Vamos fazer algumas indagações. Talvez elas sirvam para nos sensibilizar em relação à nossa própria ignorância sobre nós mesmos e os valores que atribuímos aos outros.

A pobreza é resultado de uma forma de violência em cujo epicentro se encontram as formas mais cruéis de ideologias baseadas no egoísmo na forma de concentração estúpida de riqueza.

O pobre é um personagem-vítima de uma espécie de “racismo” que passou a ser visto como algo natural, quando, na verdade, resulta de uma forma injusta de submissão de milhões de pessoas cujas raízes se encontram na escravidão literal à qual os povos vêm sendo submetidos ao longo da história.

Igrejas reformistas argumentam, até mesmo de forma pejorativa, que ser pobre é uma doença e que, nem mesmo Deus, conforme tais crenças, Dá-lhes atenção, por serem preguiçosos, miseráveis e não amarem a riqueza.

Na Índia, e estamos no Terceiro Milênio, os sudras pertencem à casta [grupo social] mais baixa na escala e devem servir às castas superiores. Na verdade, são condenados a miseráveis e deprezíveis por toda a existência.

É preciso dizer que a violência é um ato decorrente de um poder preconceituoso de um indivíduo sobre o outro, de um grupo sobre o outro. Como sabemos todos os poderosos morrem ou são mortos em algum momento de suas vidas, e a Natureza não diferencia branco, preto ou amarelo. Aí a lei é comum para todos.

Se os conteúdos do racismo são diversas formas de violências, então nos lembremos das crianças e dos idosos igualmente, que, por suas limitações ou fraquezas, são violentados cotidianamente de formas brutais por sociopatas e psicopatas incuráveis.

E o que dizer das mulheres? Não há um único dia em que mulheres não são brutalmente violentadas, espancadas ou mortas por homens cujas atitudes lembram feras predadoras e assassinas.

O racismo é uma das doenças sociais, dentre muitas outras com as quais de alguma forma convivemos no dia a dia e que aparecem nos noticiários de forma corriqueira e que desafiam tanto o poder do Estado quanto do Governo que, mesmo com suas estruturas de segurança públicas, são incapazes de construir uma sociedade educada para a paz e a harmonia, tanto quanto possível. Na verdade, como temos visto à exaustão, os governos mal conseguem governar e honrar seus cargos públicos. (Carlos Rossini é editor de vitrine online)

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