ATOS PÚBLICOS EM DEFESA DA DEMOCRACIA MARCAM O DIA DO ADVOGADO
Hoje, 11 de agosto, Dia do Advogado, foi marcado pela leitura de um documento redigido por juristas que deverá entrar para a história atual do Brasil. Trata-se da “Carta às brasileiras e brasileiros em defesa do estado democrático de direito”, lido na tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro de São Paulo, na presença de uma multidão.
Professores de direito, advogados, artistas, representantes de entidades e de movimentos políticos se fizeram presentes. Ato similar ocorreu também no Rio de Janeiro.
No mesmo evento também foi lido pelo advogado e ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, um manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, no Salão Nobre da faculdade. Foi aplaudido de pé quando citou o Superior Tribunal Federal – STF para a democracia do Brasil.
Nenhuma das cartas mencionam o presidente da República, mas foi considerada uma reação às declarações golpistas do chefe da Nação em relação ao processo eleitoral no país, como as investidas contra as urnas eletrônicas. Nas redes sociais, no entanto, o presidente zombou do ato que havia chamado de “cartinha”.
A carta foi lida em trechos pelas professoras da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, que fica no Largo São Francisco, pelas professoras Eunice de Jesus Prudente, Maria Paula Dallari Bucci e Ana Elisa Liberatore Bechara e pelo jurista Flávio Flores da Cunha Bierrenbach, ex-ministro do Superior Tribunal Militar.
O reitor da Universidade de Direito da USP, Carlos Gilberto Júnior, fez uma síntese do propósito da manifestação:
“Queremos eleições livres e tranquilas, um processo eleitoral sem fake news, pós-verdades ou intimidações. Estamos voltados a impedir retrocessos. Espero que essa mobilização nos coloque novamente no caminho correto da discussão do futuro de São Paulo e do Brasil.”
